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Kdk122

Anaesth

Kdk122

Kdk122

Espoir vertigineux, mirroir insolite,
l'image abîmée, une main tendue
Comme une corde au cou d'un pendu,
perdu dans le labyrinthe,
tout recouvert d'absinthe
Ce poison insidueux,
espoir vertigineux,
mirroir insolite,
l'image abimée
D'un autre qui ne veut plus,
l'autre a disparu.
Maintenant demeure la solitude,
mon amie, ma décrépitude...
Mon espoir ne fut qu'un leurre,
mon heure une aventure
Dans un pays, empire,
la haine mystérieuse, ce poison insidueux
L'image abîmée...
L'autre ne veut plus dans ma course endiablée
Dissimuler le gout du sang séché du temps qui s'arrêtera,
quand l'autre me rattrapera.

Kdk122

Kdk122

Esperança vertiginosa, espelho estranho,
a imagem danificada, uma mão estendida
Como uma corda no pescoço de um enforcado,
perdido no labirinto,
tudo coberto de absinto
Esse veneno traiçoeiro,
esperança vertiginosa,
espelho estranho,
a imagem danificada
De outro que não quer mais,
o outro desapareceu.
Agora só resta a solidão,
minha amiga, minha decadência...
Minha esperança não foi nada além de uma ilusão,
minha hora uma aventura
Em um país, império,
a raiva misteriosa, esse veneno traiçoeiro
A imagem danificada...
O outro não quer mais na minha corrida desenfreada
Dissimular o gosto do sangue seco do tempo que vai parar,
quando o outro me alcançar.

Composição: