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Árvores de Overton

Anagnorisis

Overton Trees

The scent of oak breathes death into me
But filters out through the hole in my soul
Bury me in autumn leaves
My god had left me, or so it seems

Barren oak and silent soil, blackened withering artistic toil
Enveloped in my drowning narcissism
The winter's breath just behind me
The evening's low-lying fog, the amber shroud of overton

Sovereign sorrow. desperation leaks from this pen
Held dear to its warm hand
The air is burnt and sundown is a breath behind
Early, to be forever ensnared in the cold
Folly and dread, with my hatred for life and the fear of the noose
It weighs heavily on my head. overton trees, whispering introit
Sharpens the pendulum with every swing

A lachrymose line at the brushes tip
It carried me away, blurry gray vision
Press your damnation in me, singed smell of october
In a world full of deceivers, lying
Bringing in the sheaves

A sermon with an invective tongue
Hallow otiose intent, i'm the ghost of a man
I am undead, victimized to repetition
Crucified to the past, let every breath be my last
An abode of an ossuary

Árvores de Overton

O cheiro do carvalho traz a morte pra mim
Mas filtra pela ferida na minha alma
Enterre-me em folhas de outono
Meu deus me deixou, ou assim parece

Carvalho estéril e solo silencioso, queimado pelo esforço artístico murchando
Envolto no meu narcisismo que me afoga
O sopro do inverno bem atrás de mim
A névoa baixa da noite, o manto âmbar de overton

Tristeza soberana. a desespero vaza desta caneta
Apertada em sua mão quente
O ar está queimado e o pôr do sol é um sopro atrás
Cedo, para ser eternamente preso no frio
Tolo e apavorado, com meu ódio pela vida e o medo da forca
Pesa pesadamente na minha cabeça. árvores de overton, sussurrando introito
Aperta o pêndulo a cada balanço

Uma linha lacrimosa na ponta do pincel
Me levou embora, visão cinza embaçada
Pressione sua condenação em mim, cheiro queimado de outubro
Em um mundo cheio de enganadores, mentindo
Trazendo as colheitas

Um sermão com uma língua invectiva
Santifique a intenção ociosa, sou o fantasma de um homem
Estou morto-vivo, vitimizado pela repetição
Crucificado ao passado, que cada respiração seja a minha última
Um abrigo de um ossuário

Composição: Anagnorisis