La tropillita
Yo tengo una tropillita
con cinco burritos negros, muy negros,
todos negros tapaditos,
negrito, negrito como mi negra.
Cuando regreso del cerro
con cinco carguitas de leña seca.
Arreo alegre, cantando
porque voy arriendo pa' la querencia.
Arre burritos, arre.
Arre burritos, arre.
Yo vivo en un vallecito
perdido en la Pampa
del Tamarugal
sembrando choclo y alfalfa
pa' darle a mi burro
y yo merendar.
Tengo harta agüita pa' regar
junto la vertiente que da al pedregal
y en mis noches de soledad
parece conmigo quisiera cantar.
A tropinha
Eu tenho uma tropinha
com cinco burrinhos pretos, bem pretos,
todos pretos bem cobertos,
pretinho, pretinho como minha preta.
Quando volto do morro
com cinco cargas de lenha seca.
Vou guiando alegre, cantando
porque tô indo pra minha quebrada.
Vai, burrinhos, vai.
Vai, burrinhos, vai.
Eu moro em um valezinho
perdido na Pampa
do Tamarugal
plantando milho e alfafa
pra dar pro meu burro
e eu lanchar.
Tenho bastante água pra regar
junto da fonte que vai pro pedregulho
e nas minhas noites de solidão
parece que comigo queria cantar.
Composição: Sofanor Tobar