Beijei as chagas da vida doente
Em um ato de devoção
Acolhi o destino com resignação
E chorei minha serenidade
Mas o Sol insiste em nascer novamente
Trazendo a culpa e a minha vergonha
E eu permaneço fraco e doente
Perdido em minhas próprias sombras
Em um ato de clemência
Abraço a carcaça violada do passado
E me despeço de tudo o que já perdi
E o carmesim tinge meu corpo
A vida é um dom cruel
Aos miseráveis
Sempre atormentado pelo sofrimento
Perdido para sempre em um mundo escuro e barulhento