Carmín (part. Jorge Casal)
De purreta
Soñabas con un cielo
Bordado en diez baldosas
De rayuela
Y él sol te iba pintando
Rulos de oro
Que entonces fué champán
De tu inocencia
Después
Tus veinte abriles noveleros
Se rindieron al son
De un tango amargo
Y en un carmín
Cortejo de malvones
Desangraba su pena
Él arrabal
Y hoy no mirás atrás
Porque en tu risa cruel
Mil noches sin final
Hieren tu boca
Por eso te aturdis
Con música y champán
Buscando destrozar
Tu vida loca
Carmín
Siempre está el sitio
Que dejaste ayer
Carmín
Siempre hay dos manos
Que rogando están
Ya es tiempo de llorar
Con llantos de malvòn
Con lágrimas de fé
Carmín volvé
Ayer tenías el sol
En tu rayuela
Alumbrando tu vida
Simple y pura
Y hoy que tenés
La pista iluminada
Está a oscuras
Tu pobre corazón
Carmim (part. Jorge Casal)
De purreta
Sonhava com um céu
Bordado em dez azulejos
De jogo de amarelinha
E o sol te pintava
Cachos de ouro
Que então era champanhe
Da sua inocência
Depois
Seus vinte abriles de novela
Se renderam ao som
De um tango amargo
E em um carmim
Cortejo de malvas
Desangrava sua dor
Ele, o subúrbio
E hoje você não olha pra trás
Porque na sua risada cruel
Mil noites sem fim
Ferem sua boca
Por isso você se aturde
Com música e champanhe
Buscando destruir
Sua vida louca
Carmim
Sempre há um lugar
Que você deixou ontem
Carmim
Sempre há duas mãos
Que estão implorando
Já é hora de chorar
Com choros de malva
Com lágrimas de fé
Carmim, volte
Ontem você tinha o sol
Na sua amarelinha
Iluminando sua vida
Simples e pura
E hoje que você tem
A pista iluminada
Está às escuras
Seu pobre coração