Dicha Pasada (part. Tito Reyes)
Ayer cuándo te vi tan altanera
Pasear con el que fuese mí rival
Pensé en aquellas quince primaveras
Qué dio más hermosura a tú mirar
Pero hoy que ya no sos
La misma de antes
La luz que hubo en tus ojos
Se apagó
Tenes una amargura en tu semblante
Qué nadie ha de saberla igual que yo
Y aunque me niegues que has sufrido
Yo sé bien que has vivido
Mil horas angustiosas
Y que en tu pecho se han quedado
Las dichas del pasado
Como marchitas rosas
Si por otro hombre me dejaste
Ni quiero reprocharte
Lo mal que me has querido
Vos sos mujer y te perdono
Si al fín con tu abandono
Me has hecho más feliz
Yo soy como es el ave
Libre vuelo
Y en pos de otro cariño
Mi alma vá
Más cuándo necesito
Algún consuelo
Hay otra que a mí vida
Se lo dá
Y ya que fue tu gusto
El despreciarme
Jamás nunca a tú lado volveré
Te pago como has sabido pagarme
Y todo aquél pasado olvidaré
A Dita Passada (part. Tito Reyes)
Ontem, quando te vi tão altiva
Passeando com quem foi meu rival
Pensei naquelas quinze primaveras
Que deram mais beleza ao teu olhar
Mas hoje, que já não és
A mesma de antes
A luz que havia nos teus olhos
Se apagou
Você tem uma amargura no rosto
Que ninguém vai saber como eu sei
E mesmo que negues que sofreu
Eu sei bem que viveste
Mil horas de angústia
E que no teu peito ficaram
As alegrias do passado
Como rosas murchas
Se por outro homem me deixaste
Nem quero te recriminar
Pelo mal que me quiseste
Você é mulher e eu te perdôo
Se no fim, com teu abandono
Me fizeste mais feliz
Eu sou como é a ave
Voo livre
E em busca de outro amor
Minha alma vai
Mas quando preciso
De algum consolo
Tem outra que na minha vida
Me dá
E já que foi do teu gosto
Me desprezar
Jamais ao teu lado voltarei
Te pago como soube me pagar
E todo aquele passado esquecerei
Composição: Guillermo Barbieri