Te Llaman Malevo (part. Tito Reyes)
Nació en un barrio
Con malvón y Luna
Por donde el hambre
Suele hacer gambetas
Y desde pibe
Fue poniendo el hombro
Y ancho al trabajo
Su sonrisa buena
La sal del tiempo
Le oxido la cara
Cuando una mina
Lo dejó en chancletas
Y entonces solo
Para siempre solo
Largo el laburo
Y se metió en la huella
Malevo
Te olvidaste en los boliches
Los anhelos de tu vieja
Malevo
Se agrandaron tus hazañas
Con las copas de ginebra
Por ella, tan solo por ella
Dejaste una huella
De amargo rencor
Malevo... Qué triste
Jugaste y perdiste
Tan solo por ella
Qué nunca volvió
Temblor de tacos
Redoblando calles
Pa' qué se entren
Las pebetas buenas
Y allí él silencio
Qué mastica él pucho
Dejando siempre
La mirada a cuentas
Dicen qué dicen
Qué una noche zurda
Con ellos cuchillo
Deshojo la espera
Y entonces solo
Como flor de orilla
Largo él cansancio
Y se mató por ella
Te Chamam de Malevo (part. Tito Reyes)
Nasceu em um bairro
Com malvão e lua
Por onde a fome
Costuma fazer jogadas
E desde pequeno
Foi se esforçando
E com disposição pro trabalho
Seu sorriso era bom
O sal do tempo
Oxidou seu rosto
Quando uma mina
O deixou de chinelo
E então sozinho
Pra sempre sozinho
Deixou o trampo
E se meteu na vida errada
Malevo
Você esqueceu nos botecos
Os anseios da sua mãe
Malevo
Suas façanhas cresceram
Com as doses de gin
Por ela, só por ela
Você deixou uma marca
De amargo rancor
Malevo... Que tristeza
Você jogou e perdeu
Só por ela
Que nunca voltou
Tremor de saltos
Redobrando as ruas
Pra que entrem
As garotas boas
E ali o silêncio
Que mastiga o cigarro
Deixando sempre
O olhar em contas
Dizem que dizem
Que numa noite de esquerda
Com eles a faca
Desfolhou a espera
E então sozinho
Como flor de beira
Deixou o cansaço
E se matou por ela
Composição: Homero Expósito