Tinta Roja (part. Francisco Fiorentino)
Paredón
Tinta Roja
En el gris del ayer
Tu emoción
De ladrillo feliz
Sobre mi callejón
Con un borrón
Pintó la esquina
Y al botón
Que en el ancho
De la noche
Puso al filo
De la ronda como un broche
Y aquel buzón carmín
Y aquel fondín
Donde lloraba el tano
Su rubio amor lejano
Que mojaba com bom vin
¿Dónde estará mi arrabal?
¿Quién se robó mi niñez?
¿En qué rincón Luna mía
Volcas como entonces
Tu clara alegría?
Veredas que yo pisé
Malevos que ya no son
Bajo tu cielo de raso
Transnocha un pedazo
De mi corazón
Tinta Vermelha (detalhe Francisco Fiorentino)
Paredão
Tinta Vermelha
No cinza de ontem
Sua emoção
De tijolo feliz
Sobre meu beco
Com um borrão
Pintou a esquina
E no botão
Que na largura
Da noite
Colocou na ponta
Da ronda como um broche
E aquele correio carmesim
E aquele fundinho
Onde o tano chorava
Seu amor loiro distante
Que molhava com bom vinho
Onde estará meu subúrbio?
Quem roubou minha infância?
Em que canto, Lua minha
Despeja como antes
Sua clara alegria?
Calçadas que eu pisei
Malvados que já não são
Sob seu céu de cetim
Transnoita um pedaço
Do meu coração
Composição: Cátulo Castillo