Bosa
Œwit kropelki snu dr¿¹ we mgle,
œlad stopy na mchu lekkiej,
bosej, ch³ód rysuje ju¿ sieæ na szkle,
zmierzch szyje tu z chmur p³aszcz dla sosen.
To jest moje miejsce na ziemi,
tu mój czas, niech trwa, wiecznie.
Œwit z wierzbowych dróg zbiera szron
œlad minionych tu wszystkich wiosen,
ch³ód czerwieni ju¿ twarze s³oñc,
zmierzch na sierœci psów gna we wrzosy.
To jest moje miejsce na ziemi,
tu mój czas, niech trwa, wiecznie.
Œwit p³onie z nad ³¹k,
nios¹c mi zmierzch do moich r¹k,
czekam w oknie, chcê ju¿ nigdy nie,
nie liczyæ dni, chcê przez chwilê byæ samym wzrokiem.
To jest moje miejsce na ziemi,
tu mój czas, niech trwa, wiecznie.
Bosa
A aurora pinga sonhos na névoa,
Rastro de passos na musgo leve,
Descalço, o frio já se desenha no vidro,
O crepúsculo costura aqui com nuvens um manto para os pinheiros.
Este é meu lugar na terra,
Aqui meu tempo, que dure, eternamente.
A aurora coleta o orvalho das veredas de salgueiros
Rastro de todas as primaveras que passaram por aqui,
O frio já vermelha rostos ao sol,
O crepúsculo nas corridas dos cães se perde entre os urzes.
Este é meu lugar na terra,
Aqui meu tempo, que dure, eternamente.
A aurora arde sobre os campos,
Trazendo o crepúsculo para minhas mãos,
Espero na janela, quero já nunca mais,
Não contar os dias, quero por um momento ser só um olhar.
Este é meu lugar na terra,
Aqui meu tempo, que dure, eternamente.