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devo

Antonio Arco

Debo

Debo
Y por quererte me sublevo
Aunque se que ya no puedo
Retener lo que nunca debí tener

Bebo
Cuando vivo y cuando muero
Cuando parto y cuando llego
Y, por más que bebo, no calmo mi sed

Quiero
Que me arrope la templanza
Que me falta pa esta danza
Que siempre bailo a traspié

Y los miedos que me asaltan
No hagan daño a la esperanza
Que, aunque espera, no se harta
De saber que he de volver

Debo
Y me parte el desconsuelo
Por creer que ya no puedo
Retener lo que nunca debí tener

Bebo
Cuando vivo y cuando muero
Cuando parto y cuando llego
Y, por más que bebo, no calmo mi sed

Quiero
Que me arrope la templanza
Que me falta pa esta danza
Que siempre bailo a traspié

Y los miedos que me asaltan
No hagan daño a la esperanza
Que, aunque espera, no se harta
De saber que he de volver

Como vuelve la sonrisa
Como vuelve la humildad
Como vuelven la' historias
Que no tuvieron final

Como vuelven los suspiros
Cuando vuelve quien se fue
Como vuelven las preguntas
Que olvidamos responder

Debo
Y por quererte me sublevo
Aunque se que ya no puedo
Retener lo que nunca debí tener

Bebo
Cuando vivo y cuando muero
Cuando parto y cuando llego
Y, por más que bebo, no calmo mi sed

Quiero
Que me arrope la templanza
Que me falta pa esta danza
Que siempre bailo a traspié

Y los miedos que me asaltan
No hagan daño a la esperanza
Que, aunque espera, no se harta
De saber que he de volver

Como vuelve la sonrisa
Como vuelve la humildad
Como vuelven la' historias
Que no tuvieron final

Como vuelven los suspiros
Cuando vuelve quien se fue
Como vuelven las preguntas
Que olvidamos responder

Como vuelve el comediante
Cuando acaba la función
Como vuelve la alegría
Transformada en ilusión

Como vuelve la amapola
Como vuelve la verdad
Como vuelve la promesa
Reclamándonos lealtad

Como vuelve la verdad

Como vuelve la promesa
Reclamándonos lealtad

Debo
Y por quererte me sublevo
Aunque se que ya no puedo

devo

devo
E porque eu te amo eu me rebelo
Embora eu saiba que não posso mais
Segurando o que eu nunca deveria ter tido

eu bebo
Quando eu viver e quando eu morrer
Quando eu saio e quando eu chego
E não importa o quanto eu beba, não consigo matar minha sede

Quero
Que a temperança me cubra
O que está faltando para essa dança?
Que eu sempre danço tropeçando

E os medos que me assaltam
Não prejudique a esperança
Que, embora espere, não se contenta
Sabendo que tenho que voltar

devo
E eu estou quebrado pela dor
Por acreditar que não posso mais
Segurando o que eu nunca deveria ter tido

eu bebo
Quando eu viver e quando eu morrer
Quando eu saio e quando eu chego
E não importa o quanto eu beba, não consigo matar minha sede

Quero
Que a temperança me cubra
O que está faltando para essa dança?
Que eu sempre danço tropeçando

E os medos que me assaltam
Não prejudique a esperança
Que, embora espere, não se contenta
Sabendo que tenho que voltar

Como o sorriso retorna
Como a humildade retorna
Como as histórias retornam
Que não tinha fim

Como os suspiros retornam
Quando aquele que partiu retorna
Como as perguntas retornam
Que esquecemos de responder

devo
E porque eu te amo eu me rebelo
Embora eu saiba que não posso mais
Segurando o que eu nunca deveria ter tido

eu bebo
Quando eu viver e quando eu morrer
Quando eu saio e quando eu chego
E não importa o quanto eu beba, não consigo matar minha sede

Quero
Que a temperança me cubra
O que está faltando para essa dança?
Que eu sempre danço tropeçando

E os medos que me assaltam
Não prejudique a esperança
Que, embora espere, não fica satisfeito
Sabendo que tenho que voltar

Como o sorriso retorna
Como a humildade retorna
Como as histórias retornam
Que não tinha fim

Como os suspiros retornam
Quando aquele que partiu retorna
Como as perguntas retornam
Que esquecemos de responder

Como o comediante retorna
Quando o show termina
Como a alegria retorna
Transformado em ilusão

Como a papoula retorna
Como a verdade retorna
Como a promessa retorna
Reivindicando lealdade de nós

Como a verdade retorna

Como a promessa retorna
Reivindicando lealdade de nós

devo
E porque eu te amo eu me rebelo
Embora eu saiba que não posso mais

Composição: Antonio Arco