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Os que Partem

Antonio Arco

Los que marchan

Yo que no busco veletas que girar
Yo que siempre di por hecho
Y que me creí inmortal

Yo que sentí el vacío que dejaron al marchar
Yo que no tenía prevista
Esta cura de humildad

Hoy cuesta ser valiente
Si no hay contra qué luchar
Hoy me duelen todos esos
Que se van en soledad

Yo que vivo en mi burbuja de cristal
Yo que tengo la certeza
Y me vuelvo a equivocar

Yo que estaba preparado para salir a ganar
Yo que siempre tengo prisa
Y que no aprendí a frenar

Hoy cuesta ser valiente
Si no hay contra qué luchar
Hoy me duelen todos esos
Que se van en soledad

Yo que nunca había parado
Hoy no paro de pensar
En los que marchan
Sin poderlos abrazar

Y lo canto para que salga esta pena
Y me apena que no lo pueda cambiar
Y navego por la vana indiferencia
Hasta que pliego las velas y vuelvo a la realidad
Donde el tiempo es la distancia que nos queda
Pa' encontrarnos y que eso valga más
Que la ciega del momento dé consuelo
Que la lluvia que no cesa de contar

Yo que no busco veletas que girar
Yo que siempre di por hecho
Y que me creí inmortal

Yo que nunca había parado, hoy no paro de pensar
En todos esos que se van en soledad
Los que marchan sin poderlos abrazar

Os que Partem

Eu que não busco ventos a soprar
Eu que sempre considerei certo
E que me achei imortal

Eu que senti o vazio que deixaram ao partir
Eu que não esperava
Essa lição de humildade

Hoje tá difícil ser valente
Se não tem contra o que lutar
Hoje me dói todos aqueles
Que vão embora na solidão

Eu que vivo na minha bolha de cristal
Eu que tenho a certeza
E acabo errando de novo

Eu que estava preparado pra sair ganhando
Eu que sempre tô com pressa
E que não aprendi a parar

Hoje tá difícil ser valente
Se não tem contra o que lutar
Hoje me dói todos aqueles
Que vão embora na solidão

Eu que nunca tinha parado
Hoje não consigo parar de pensar
Nos que partem
Sem poder abraçar

E eu canto pra aliviar essa dor
E me entristece não poder mudar
E navego pela fria indiferença
Até que eu dobre as velas e volte à realidade
Onde o tempo é a distância que nos resta
Pra nos encontrarmos e que isso valha mais
Do que a cegueira do momento que traz consolo
Do que a chuva que não para de contar

Eu que não busco ventos a soprar
Eu que sempre considerei certo
E que me achei imortal

Eu que nunca tinha parado, hoje não consigo parar de pensar
Em todos aqueles que vão embora na solidão
Os que partem sem poder abraçar

Composição: Antonio Arco