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Olhos Verdes

Antonio Carmona

Ojos Verdes

Ojos verdes, verdes como
La albahaca.

Apoya en el quicio de la mancebía,
Y miraba abrirse la noche de mayo.
Pasaban los hombres y tu sonreía,
Hasta que en tu puerta pare mi caballo.

Serrana me da candena
Y te doy este clave.
Ven ya tomar aquí a mis labios
Que yo fuego te daré.

Baje del caballo
Y un beso te dí
Y fueron tus ojos dos verdes luceros de mayo pa' mí.

Ojos verdes,
Verdes como,
La albahaca.

Verdes como el trigo verde
Y el verde, verde limón
Ojos verdes, verdes con brillo de faca
Que se han clavadito en mi corazón
Y pa' mí ya no hay soles, lucero, ni luna,
No hay más que unos ojos que mi vida son.

Ojos verdes, verdes como la albahaca.
Verdes como el trigo verde
Y el verde, verde limón.

Vimos desde el cuarto despertar el día,
Y sonar el alba en la torre la vela.
Dejaste mi brazo cuando amanecía
Y en mi boca un gusto a menta y canela.
Serrana para un vestido yo te quiero regalar.
Yo te dije está cumplió,
No me tienes que dar nada.
Te fuiste de mí, y nunca otra noche
Más bella de mayo no vuelto a vivir.

Ojos verdes, verdes como, la albahaca.

Luceros ni luna,
No hay más que unos ojos que mi vida son.

Ojos verdes, verdes como la albahaca.

Olhos Verdes

Olhos verdes, verdes como
A manjericão.

Apoiada no batente da casa de tolerância,
E olhava a noite de maio se abrir.
Passavam os homens e você sorria,
Até que na sua porta parei meu cavalo.

Serrana, me dá cadeia
E eu te dou essa chave.
Vem já tomar aqui nos meus lábios
Que eu fogo te darei.

Desci do cavalo
E te dei um beijo
E foram seus olhos dois verdes luceros de maio pra mim.

Olhos verdes,
Verdes como,
A manjericão.

Verdes como o trigo verde
E o verde, verde limão.
Olhos verdes, verdes com brilho de faca
Que se cravaram no meu coração.
E pra mim já não há sóis, luceros, nem lua,
Não há mais que uns olhos que são minha vida.

Olhos verdes, verdes como a manjericão.
Verdes como o trigo verde
E o verde, verde limão.

Vimos do quarto despertar o dia,
E soar a alvorada na torre a vela.
Você deixou meu braço quando amanhecia
E na minha boca um gosto de menta e canela.
Serrana, pra um vestido eu quero te presentear.
Eu te disse, tá cumprido,
Não precisa me dar nada.
Você foi embora de mim, e nunca mais uma noite
Mais bela de maio eu voltei a viver.

Olhos verdes, verdes como, a manjericão.

Luceros nem lua,
Não há mais que uns olhos que são minha vida.

Olhos verdes, verdes como a manjericão.