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Nostalgias

Antonio Prieto

Nostalgias

Quiero emborrachar mi corazón,
para pagar un loco amor,
que más que amor es un sufrir.
Y aquí vengo para eso,
a borrar antiguos besos,
en los besos de otras bocas.

Si su amor fue flor de un día,
por que causa siempre es mía,
esta cruel preocupación.
Quiero, por los dos mi copa alzar,
para olvidar mi obstinación
y más la vuelvo a recordar.

Nostalgia, de escuchar su risa loca,
y sentir junto a mi boca,
como un fuego su respiración.
Nostalgia, de sentirme abandonado
y pensar que otro a su lado,
pronto, pronto le hablará de amor.

Hermano, yo no quiero rebajarme,
ni pedirle, ni rogarle,
ni decirle que no puedo más vivir.
Desde mi triste soledad,
veré caer las rosas muertas,
de mi juventud.

Gime, bandoneón, tu tango gris,
quizás a ti te hiera igual,
algún amor sentimental.
Llora mi alma de fantoche,
sola y triste en esta noche,
noche negra y sin estrellas.

Si las copas traen consuelo,
aquí estoy con mi desvelo,
para ahogarlo de una vez.
Quiero emborrachar mi corazón,
para después poder brindar,
por los fracasos del amor.

Nostalgias

Quero embriagar meu coração,
para pagar um amor louco,
que mais que amor é um sofrer.
E aqui venho pra isso,
apagar antigos beijos,
com os beijos de outras bocas.

Se o amor dela foi flor de um dia,
por que razão sempre é meu,
essa cruel preocupação.
Quero, por nós dois, levantar meu copo,
para esquecer minha obstinação
e mais uma vez a recordar.

Nostalgia, de ouvir sua risada louca,
e sentir junto à minha boca,
como um fogo sua respiração.
Nostalgia, de me sentir abandonado
e pensar que outro ao seu lado,
logo, logo lhe falará de amor.

Irmão, eu não quero me rebaixar,
nem pedir, nem implorar,
nem dizer que não posso mais viver.
Da minha triste solidão,
verei cair as rosas mortas,
de minha juventude.

Gime, bandoneón, teu tango cinza,
talvez a ti te machuque igual,
algum amor sentimental.
Chora minha alma de fantoche,
sozinha e triste nesta noite,
noite negra e sem estrelas.

Se as taças trazem consolo,
aqui estou com meu desvelo,
para afogá-lo de uma vez.
Quero embriagar meu coração,
para depois poder brindar,
pelos fracassos do amor.

Composição: Enrique Cadícamo