Tarp Akmens Ir Veidrodþio
Uþmerktø pilnaties akiø aðaros sukûrë veidrodá prietemos lopðyje.
Tas veidrodis, pilnaties sidabrinëj ðviesoj, sudrumsèia, sujudina mane.
Santykis su juo - visada individualus, visada paslaptingas.
Jo galia verèia þvelgti á save: o jûs manët, kad tai veidrodis atspindintis iðoræ.
Jame netelpa kà að prisimenu ir neprisimenu, kà svajojau ir màsèiau.
O pats mano gyvenimas slypi Velino iðkeltame ið samanø akmenyje, kuris nesugeba to gyvenimo papasakoti.
O jei ir tame veidrodyje blyksteli bûties ðeðëlis, jis nesuteiks supratimo koks yra paslaptingame neaprëpiamame akmenyje.
Gerai jei jis atspindës bent mano ir akmens vienovæ.
Sob a Pedra e o Espelho
Lágrimas de olhos cheios de dor criou um espelho na escuridão da noite.
Esse espelho, com seu brilho prateado, me perturba, me agita.
A relação com ele é sempre única, sempre misteriosa.
Seu poder me faz olhar para mim mesmo: e vocês acharam que era um espelho refletindo o exterior.
Nele não cabe o que eu lembro e o que não lembro, o que sonhei e o que desejei.
E minha vida está escondida na pedra levantada por Velino, que não consegue contar essa vida.
E se naquele espelho brilhar um vislumbre da existência, ele não dará entendimento do que é a misteriosa pedra incomensurável.
É bom se ele refletir pelo menos a unidade entre eu e a pedra.