Egon
Abreuvé de puissance et de peur
Un prophète, un seigneur, un guerrier
Le pouvoir fini par se dénuer de saveur
Quand les nuques sont toutes inclinées
Le regard gris, tourné vers le ciel
Monte l’envie, l’orgueil, la soif, la haine de ce monde à genoux
Premier serviteur de tes propres suppliques
T’envoleras, aussi loin, aussi haut que flotte ton corps
Âme seule dans ton nouveau royaume
Encerclé de néant
Rassasié silencieux
Vois l’azur perdu de la splendeur terrestre
Ressens l’ego suintant de ta gorge étroite
Bientôt prêt à jaillir d’un geyser noir opaque
Les peaux, la roche et l’écorce
Tout sera recouvert
Sous l’âpre matière fumante
Tu les verras disparaître
Egon
Embebido de poder e medo
Um profeta, um senhor, um guerreiro
O poder acaba perdendo o sabor
Quando todas as nuques estão inclinadas
O olhar cinza, voltado para o céu
Cresce o desejo, o orgulho, a sede, o ódio deste mundo de joelhos
Primeiro servo de suas próprias súplicas
Você voará, tão longe, tão alto quanto seu corpo flutua
Alma solitária em seu novo reino
Cercado pelo vazio
Saciado em silêncio
Veja o azul perdido do esplendor terrestre
Sinta o ego escorrendo de sua garganta estreita
Pronto para jorrar de uma fonte negra opaca
As peles, as rochas e a casca
Tudo será coberto
Sob a matéria áspera e fumegante
Você os verá desaparecer