Dois Mil e Quinze
Sali a mirar
solo de curiosidad
y ahora estoy enloqueciendo
ya se esta rejas me cuidan de todo
pero me ahogan tambien.
Caminabas con la bolsa de pan
poco pero calentito
y tu hermanito puro mocos y barro
tropezando, levantandose.
Y yo tan solo aqui en mi jaula de oro
y vos tan pobre pero libre
pero libre y hermosa.
Todo lo que soy
lo soy aqui adentro
del triciclo al primer beso
siempre dudando siempre temblando
siempre alejandome.
Cambio todo lo que hicieron de mi
por tomarte de la mano
y caminar por tus calles tu barrio
saludando, respirando.
Y yo tan solo aqui en mi jaula de oro
y vos tan pobre pero libre
pero libre y hermosa.
Miedo a la calle tengo
miedo a la gente
miedo como una nueva religion.
Miedo a encotrarte
miedo a tocarte
miedo a saber que ya no podre
jamas vivir sin miedo.
Dois Mil e Quinze
Sali pra olhar
só por curiosidade
e agora tô pirando
já sei que essas grades me protegem de tudo
mas também me sufocam.
Você andava com o pão na mão
pouquinho, mas quentinho
e seu irmãozinho cheio de meleca e barro
trocando os pés, se levantando.
E eu aqui, preso na minha jaula de ouro
e você tão pobre, mas livre
mas livre e linda.
Tudo que sou
eu sou aqui dentro
do triciclo ao primeiro beijo
sempre duvidando, sempre tremendo
sempre me afastando.
Troco tudo que fizeram de mim
pra te pegar pela mão
e andar pelas suas ruas, seu bairro
cumprimentando, respirando.
E eu aqui, preso na minha jaula de ouro
e você tão pobre, mas livre
mas livre e linda.
Medo da rua eu tenho
medo das pessoas
medo como uma nova religião.
Medo de te encontrar
medo de te tocar
medo de saber que nunca mais poderei
viver sem medo.