Eterno Occidente
Epoca di incertezze
Focolai nascondono le verità
Verità come parole
Che dominano cartigli di un altare
Lasciati ai marmi nell'ingresso.
Guerra e preda
Sono di una stessa forza
La forza che induce
Le mani agli occhi
E che induce le dita
Ad assorbirne il pianto.
Non parlatene a voce alta
Di etica e di rispetto
I miei deboli sono lì
Seduti sull'asfalto
Tra un mondo e lo spirito.
Piacere nei scenari neri
Mentre la matrice sta stampando
Quadri dell'Eterno Occidente
Questo è il destino storia o sfortuna
Pentimento o solo la rassegnazione.
Il perdonare
Più amaro del supplizio
Il supplizio perdona il boia
Ma non le sue vittime.
Eterno Ocidente
Época de incertezas
Focos escondem as verdades
Verdades como palavras
Que dominam os pergaminhos de um altar
Deixados entre os mármores na entrada.
Guerra e presa
São de uma mesma força
A força que leva
As mãos aos olhos
E que faz os dedos
Absorverem o choro.
Não falem alto
Sobre ética e respeito
Meus fracos estão ali
Sentados no asfalto
Entre um mundo e o espírito.
Prazer nos cenários sombrios
Enquanto a matriz está imprimindo
Quadros do Eterno Ocidente
Esse é o destino, história ou azar
Arrependimento ou só resignação.
O perdoar
Mais amargo que o suplício
O suplício perdoa o carrasco
Mas não suas vítimas.