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Gengis Khan

Ária Brasil

No Deserto de Gobi, sob um céu de aço frío
Nasceu Temüjin, a miséria era seu rio
Órfão, traído, caçado em sua terra
Aprendeu que o mundo só honra quem o aterra
Com astúcia e ódio, uniu os clãs em guerra
Os Nômades dispersos, filhos da mesma terra
A velha lealdade, a Yassa em construção
Tornando-se o Cordeiro, a Mão da Unificação

Gengis Khan, a voz da dor que ao trovão imita!
Cavaleiro do Terror, sua sombra, a Lâmina Estrita!
O mar de cavalos varre a face do chão
A disciplina cega, a flecha da punição
Do Mar Amarelo ao Cáspio, o Império se abriu
Mas por cada milha de avanço, um milhão caiu
O Senhor da Estepe, construtor implacável
Da Paz da Babilônia ao horror inegável!

O emissário morto, o insulto supremo
Despertou a Fúria que não tinha termo
Contra os Xás de Corásmia, o Eixo se voltou
Cidades de seda, o fogo as calcinou
Bukhara e Samarcanda viraram pó no vento
A fúria mongol, punindo o juramento
Ele via a matança como obra dos céus
Um castigo divino aos seus infiéis
A pilhagem extrema, o cerco sem perdão
Onde a sobrevivência era a única canção

O Império Mongol, a História viu nascer
Unindo as rotas, pondo o Leste a correr
O intercâmbio, a lei, a base secular
Tudo edificado em cima de um Mar a secar
A violência não era apenas um meio vil
Era a tática de medo, um cálculo sutil
E morre em campanha, o lugar é segredo
Deixando aos filhos a força e o medo

Gengis Khan, a voz da dor que ao trovão imita!
Cavaleiro do Terror, sua sombra, a Lâmina Estrita!
O mar de cavalos varre a face do chão
A disciplina cega, a flecha da punição
Do Mar Amarelo ao Cáspio, o Império se abriu
Mas por cada milha de avanço, um milhão caiu
O Senhor da Estepe, construtor implacável
Da Pax Mongólica, o horror inegável!

Composição: Jonas H Tardioli