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O Rio de Sangue - A Batalha de Somme

Ária Brasil

Julho chegou em mil novecentos e dezesseis
No norte da França, o destino se fez
Junto ao rio somme, a ordem foi dada
Quebrar o impasse da guerra entrincheirada
Britânicos e franceses, em massa a avançar
Contra o arame farpado, sem poder recuar
Sete dias de canhões, trovões no céu
Uma chuva de chumbo, inicia uma batalha cruel

Somme! Rio de lama e sangue a correr
No primeiro de julho, o horror se iniciou
Cinco meses de inferno, de ataque e revide
Mais de um milhão de baixas, ninguém vence ou decide
Jovens em uniformes, a cair sem parar
Na paisagem de crateras, o medo no ar

A infantaria avança, no dia que amanhece
Em filas organizadas, a esperança fenece
A metralhadora alemã, não foi silenciada
Transformou o campo verde em sepultura gelada
O pior dia da história, para o império britânico
Milhares tombados, num preço tirânico
Poeira e fumaça, cheiro de morte e gás
A cada terreno ganho, a vida que se desfaz

Somme! Rio de lama e sangue a correr
No primeiro de julho, o horror se iniciou
Cinco meses de inferno, de ataque e revide
Mais de um milhão de baixas, ninguém vence ou decide
Jovens em uniformes, a cair sem parar
Na paisagem de crateras, o medo no ar

Em setembro, um monstro de metal a rugir
O primeiro tanque de guerra a surgir
Uma nova tática, na lama a patinar
Mas a guerra nas trincheiras não iria findar
De verdun a somme, a estratégia é a mesma
Desgaste contínuo, a triste sentença
Pois no fim da batalha, o avanço foi vão
Um pequeno ganho de terra, tanta desolação

Somme! Rio de lama e sangue a correr
No primeiro de julho, o horror se iniciou
Cinco meses de inferno, de ataque e revide
Mais de um milhão de baixas, ninguém vence ou decide
Jovens em uniformes, a cair sem parar
Na paisagem de crateras, o medo no ar

Dezoito de novembro, a batalha a terminar
Mas a memória nas águas de sangue
Para sempre há de ficar
Pela paz esquecida, pela vida perdida
A primeira guerra mundial: Uma ferida