(O Antigo Regime e a Crise)
Na França de Luís XVI, a desigualdade era lei
Primeiro e Segundo Estado, viviam como rei
Enquanto o Terceiro, o Povo, pagava sem ter voz
A fome e a miséria batiam em todos nós
O Iluminismo soprava ideais de Liberdade
E a crise financeira gerava a tempestade
1789, Tu Saignes!, não dava mais pra adiar
Os Estados Gerais vieram para tentar dialogar
Liberdade, Igualdade, Fraternidade!
O hino da nação, clamor da humanidade!
Da queda da Bastilha ao trono que ruiu
O povo em Paris a história reescreveu!
Pelo fim do Absoluto, a República a surgir
Um ciclo de dez anos que o mundo viu florir
(A Monarquia Constitucional)
O Juramento do Jogo da Péla, a força a constituir
A Assembleia Nacional, o poder a dividir
Quatorze de Julho, a Bastilha no chão
Símbolo da tirania, que virou libertação
A Declaração veio, o Homem e o Cidadão
Direitos Universais, a nova Constituição
Mas o Rei tentou fugir, a Monarquia falhou
A República foi erguida, o ciclo mudou
(A Convenção e o Terror)
Girondinos e Jacobinos, a disputa a crescer
Com a Europa em guerra, o sangue ia correr
O Rei Luís foi julgado, na guilhotina caiu
Pois a traição à Pátria, o povo descobriu
Maximilien Robespierre e o Comitê de Salvação
Começa o Período do Terror, a radicalização
Milhares executados, em nome da virtude
Até o líder Jacobino perdeu a plenitude
Liberdade, Igualdade, Fraternidade!
O hino da nação, clamor da humanidade!
Da queda da Bastilha ao trono que ruiu
O povo em Paris a história reescreveu!
Pelo fim do Absoluto, a República a surgir
Um ciclo de dez anos que o mundo viu florir
(O Diretório e o Fim)
Termidor e os Girondinos, a alta burguesia
O Diretório no comando, em nova anarquia
Instabilidade, miséria, a guerra a persistir
Era preciso algo feroz, pra ordem restabelecer
No final de 1799, a cena se fechou
O Dezoito Brumário, a história consagrou
Chega Napoleão Bonaparte, com força e precisão
Põe um ponto final na grande Revolução
A herança é a República, a lei e a Nação
O fim do feudalismo, a inspiração
A Revolução Francesa, não se pode esquecer
O dia em que o povo ousou vencer
Liberdade, Igualdade, Fraternidade!
O hino da nação, clamor da humanidade!
Da queda da Bastilha ao trono que ruiu
O povo em Paris a história reescreveu!