AL NA TOMAR LI SHALOM
Kadru shamaim bevoker kar,
gehsem dofek al sh'mashot.
Retet s'fataim chiyuch ko mar,
tz'chok ve'einaim dom'ot.
Retzif rakevet panas chiver,
betachanah azuvah.
Esh veshal'hevet belev bo'er,
ki hapreidah atzuvah.
Al na tomar li shalom
emor rak lehitra'ot,
ki milchamah hi chalom
tavul bedam udma'ot.
Ve'ein od shachar leyom
mah agumim haleilot,
al ken al na tomar shalom
emor rak lehitra'ot.
Kof'ot yadeicha, otan anashek
machog doher al sha'on.
Chavru paneicha, garon chonek,
ken, zehu tz'lil acharon.
Shimshah nofelet, od neshikah,
hagalgalim kvar chorim.
Yad menaf'nefet uvil'chishah
osif od kamah milim.
NÃO ME DIGA ADEUS
Acorda de manhã, céu claro,
chuva batendo nas janelas.
A boca se abre, um sorriso amargo,
riso e olhos que não revelam.
O trem passa, um branco reluzente,
na estação, um abandono.
Fogo e chama no coração ardente,
pela separação que é um trono.
Não me diga adeus
só diz até logo,
pois a guerra é um sonho
mergulhado em sangue e lágrimas.
E não há mais amanhecer
o que são as noites,
por isso não me diga adeus
só diz até logo.
Suas mãos se fecham, eu as beijo
um jogo de dor na sirene.
Seu rosto brilha, a garganta aperta,
sim, é o último som que vem.
O sol se põe, mais um beijo,
as ondas já estão frias.
Uma mão balança e sussurra
vou juntar mais algumas palavras.