Ch³odne i dostojne s± nasze oblicza ...
Nieskoñczona otch³añ otwiera swoje bramy
Grotem b³yskawicy przeszywa nasze cia³a
Lodowate szepty pal¹ nasz¹ krew
�wiat nasz pod ca³unem przera¿enia leg³
Bo ma³o w nas blasku za to wiêcej nocy
Która nadchodzi na skrzyd³ach jej kruka
By znów spa�æ py³em z jego czarnych piór
I okryæ �wiat ch³odem jego mrocznego spojrzenia
Chwile, które wci¹¿ mog¹ nas zdradziæ
Podró¿, która prowadzi ku gwiazdom
Pozbawieni duszy, skazani na zniszczenie
Widnokrêgiem s¹ nam jak s³oñca obroty
Ale my�my odnale�li siebie
Przesz³o�æ jest teraz czê�ci¹ przysz³o�ci
Otch³añ, która przetrwa³a stworzenie
Nie ma odwrotu przed ostatni¹ misj¹
Nieskoñczona otch³añ ...
Bo ma³o w nas blasku ...
W konstelacji lodu prze�wietlonej gwiezdnie
Ka¿dy dzieñ tu d³ugo�æ ma wieczno�ci
Na nasz ¿ywot patrz¹c pob³a¿liwym okiem
Na kr¹¿¹ce gwiazdy cicho spogl¹daj¹c
Przyja�nimy siê z gwiezdnym py³em
Oddychamy tu kosmicznym mrozem
Ch³odny, nieruchomy jest nasz wieczny byt
Ch³odne i dostojne s¹ nasze oblicza ...
Bo ma³o w nas blasku ...
Frio e Digno são nossos rostos ...
Infinita profundidade abre suas portas
Um raio de luz atravessa nossos corpos
Sussurros gelados queimam nosso sangue
O mundo sob um manto de terror jaz
Pois há pouco brilho em nós, mas mais noites
Que vêm nas asas de seu corvo
Para dormir novamente na poeira de suas penas negras
E cobrir o mundo com o frio de seu olhar sombrio
Momentos que ainda podem nos trair
Uma jornada que leva às estrelas
Desprovidos de alma, condenados à destruição
Os horizontes são para nós como os giros do sol
Mas nós encontramos a nós mesmos
O passado agora é parte do futuro
A profundidade que sobreviveu à criação
Não há como voltar da última missão
Infinita profundidade ...
Pois há pouco brilho em nós ...
Na constelação de gelo iluminada por estrelas
Cada dia aqui tem a eternidade
Olhando para nossa vida com um olhar condescendente
Observando as estrelas que giram silenciosamente
Fazemos amizade com a poeira estelar
Respiramos aqui o frio cósmico
Frio, imóvel é nossa existência eterna
Frio e digno são nossos rostos ...
Pois há pouco brilho em nós ...