Módl Siê Do Wiatru O Powrót Mój
Zimny wicher przedziera siê przez noc
Drzewa hucz¹, deszcz sp³ywa z mej twarzy
Pioruny przeszywaj¹ niebo
To mrok wiecznoœci nadchodzi
Nie ma gwiazd, tylko czarne chmury
Czujê ch³ód i jest mi tak zimno
Potêga mroku narasta
Od wieków, zawsze o tej samej porze
Dwanaœcie dni nocnego zaæmienia
Bolesne prawo gwiezdnej mg³y
Formuj¹ siê ob³oki œmierci
Nadszed³ czas by zebraæ swe ¿niwo
Ju¿ wkrótce me s³owa poniesie wiatr
Poprzez wszystkie ciemne krainy
S³owa pe³ne bólu i nienawiœci
A wicher porwie je z mych ust w przestworza
S³owa do boga nienawiœci
Który zamieszka³ w sercu mym
Nie chc¹c ¿yæ - powoli umieraj¹c
Powoli odchodz¹c w nicoœæ, do wiecznoœci
S³owa do boga, z pogard¹, z nienawiœci¹
S³owa pe³ne bólu, bezgranicznej têsknoty
Bez mi³oœci, bez przebaczenia
S³owa do boga, którego zabij¹
Módl siê do wiatru o powrót mój
Œpiewaj hymny pochwalne piekielnym b³yskom
Patrz¹c w niebo pokryte chmurami
Nads³uchuj grzmotu mego Ksiêcia...
Reze a Vento pelo Meu Retorno
Um vento frio corta a noite
As árvores rugem, a chuva escorre do meu rosto
Relâmpagos atravessam o céu
É a escuridão da eternidade que se aproxima
Não há estrelas, só nuvens negras
Sinto o frio e estou tão gelado
O poder da escuridão cresce
Há séculos, sempre na mesma hora
Doze dias de escuridão noturna
A dolorosa lei da névoa estelar
Nuvens de morte se formam
Chegou a hora de colher a minha colheita
Em breve, minhas palavras serão levadas pelo vento
Através de todas as terras sombrias
Palavras cheias de dor e ódio
E o vento as arrancará dos meus lábios para o infinito
Palavras para o deus do ódio
Que habita em meu coração
Não querendo viver - morrendo lentamente
Partindo devagar para o nada, para a eternidade
Palavras para o deus, com desprezo, com ódio
Palavras cheias de dor, de saudade sem fim
Sem amor, sem perdão
Palavras para o deus que será morto
Reze ao vento pelo meu retorno
Cante hinos de louvor aos relâmpagos infernais
Olhando para o céu coberto de nuvens
Escutando o trovão do meu Príncipe...