V ob
Bol' -
Bezmolvnaya deva teney.
Zhivaya sushchnost' iznoshennoy tyazhby
Segodnyashnikh dney.
S nezrimoy petleyu na sheye
Ronyayesh' ty bol' skvoz' krov'.
I zhizni iznemozheniye
Ty chuvstvuyesh' chrez yeye lyubov'.
V ob"yat'yakh Kramoly!
Yeye zharkaya plot',
Zhadno tseluya tebya,
Obernuvshi bespechnuyu dushu
V oderzhimuyu yeyu,
Ukradet, volocha po sledam svoyu tsep',
S petleyu na sheye tvoyey.
I ty vnov' obrechenno, bespomoshchno,
Stupayesh' za neyu!
Po sledu Kramoly
V ob"yat'yakh Kramoly!
Zaglyanuv nazad,
Okhvativshi t'mu,
Ne uzrev sebya,
V bezdne utonuv.
Tvoy ston v yeye glazakh -
Smekh v yeye ustakh.
Zhadno s ruk yeye
Ty vkushayesh' strakh.
Ochertan'ya zmey - cherty dlaney yeye,
Pogruziv sebya vo chrevo tvoye,
Mgloyu zasloniv glaznitsy tvoi,
Zhrut tebya iznutri, daruya lik zmei!
Slovno zhalkaya tvar',
Propolzaya glubiny stoletiy,
I, zabravshis' na kholm,
Da narekshis' tsarem,
Ty istleyesh' dushoyu vo t'me,
Ponimaya, chto grekha ty nasled'ye.
I, sorvavshis' s kholma,
Kamnem rukhnesh' vniz,
I ochnesh'sya v miru
Okazavshiysya snom
V ob"yat'yakh Kramoly.
Nos Braços da Desgraça
Dor -
Silenciosa garota das sombras.
Ser vivo de um fardo desgastado
Dos dias de hoje.
Com um laço invisível no pescoço
Você derrama dor através do sangue.
E a vida é um desgaste
Você sente através do amor dela.
Nos braços da desgraça!
Seu corpo ardente,
Beijando você com avareza,
Envolvendo a alma despreocupada
Na obsessão dela,
Roubando, arrastando pela trilha sua corrente,
Com o laço no seu pescoço.
E você, novamente, condenado, desamparado,
Caminha atrás dela!
Pela trilha da desgraça
Nos braços da desgraça!
Olhando para trás,
Atraindo a escuridão,
Sem se ver,
Afundando no abismo.
Seu gemido nos olhos dela -
Riso nos lábios dela.
Com as mãos dela
Você saboreia o medo.
Contornos de serpente - marcas das palmas dela,
Afundando-se no seu ventre,
Nublando suas órbitas,
Te devorando por dentro, dando a face da serpente!
Como uma criatura miserável,
Rastejando pelas profundezas dos séculos,
E, ao se erguer no morro,
Se autodenominando rei,
Você se esvai na escuridão,
Compreendendo que o pecado é seu legado.
E, despencando do morro,
Você cai como uma pedra,
E acorda no mundo
Encontrando-se em um sonho
Nos braços da desgraça.