De Mis Tiempos de Cantor
Desde el fondo del pasado
Donde yacen tantos sueños,
Hoy surgió, señor y dueño,
Tu recuerdo perfumado...
Por caminos olvidados
Fui del brazo con tu amor
Y tu juventud en flor
Puso brillantez de auroras
En las ya lejanas horas
De mis tiempos de cantor...
Hoy mis románticas quejas
No se prenden en tu reja.
Y ¡ni canto sin calor
Tiene sabor de pena vieja.
No sé qué amargo destino
Me apartó del buen camino
Y por ir de flor en flor
Abandoné tu dulce amor.
Mas la vida va de prisa
Y los años tornan breves;
En las sienes pone nieves
Y destiñe las sonrisas.
Hoy que vuelve entre la brisa,
Enlazado a mi dolor
Sólo queda un saldo grato:
Tu recuerdo... y un retrato
De mis tiempos de cantor.
Dos Meus Tempos de Cantor
Desde o fundo do passado
Onde jazem tantos sonhos,
Hoje surgiu, senhor e dono,
Teu cheiro que é tão bom...
Por caminhos esquecidos
Fui de braço com teu amor
E tua juventude em flor
Deu brilho às auroras
Nas horas já distantes
Dos meus tempos de cantor...
Hoje minhas queixas românticas
Não se prendem na tua grade.
E nem canto sem calor
Tem gosto de dor antiga.
Não sei que destino amargo
Me afastou do bom caminho
E por andar de flor em flor
Abandonei teu doce amor.
Mas a vida passa rápido
E os anos ficam curtos;
Nas têmporas põe neve
E desbota os sorrisos.
Hoje que volta entre a brisa,
Ligado à minha dor
Só resta um saldo bom:
Teu retrato... e uma lembrança
Dos meus tempos de cantor.