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Meu Túmulo

Arsen Dedic

Moj grob

U planini mrkoj,
nek mi bude hum,
Nad njim urlik vuka, crnih grana sum
Ljeti vjecan vihor,
zimi visok snijeg,
muku moje rake
nedostupan bijeg.
Visoko nek stoji ko oblak i tron,
da ne dopre do njeg niskog tornja zvon,
da ne dopre do njeg pokajnicki glas,
strah obracenika, molitve za spas.
Neka sikne travom,
uz trnovit grm
Besput da je do njeg neprobojan, strm
Nitko da ne dodje, do prijatelj drag,
I kada se vrati, nek poravna trag.
Nitko da ne dodje, do prijatelj drag,
I kada se vrati, nek poravna trag.

Meu Túmulo

Na montanha escura,
que seja meu descanso,
Sobre ele o uivo do lobo, galhos negros do mato.
No verão, vento eterno,
no inverno, neve alta,
sofrimento da minha cova
fuga inacessível.
Que fique alto como uma nuvem e um trono,
para que o sino da torre baixa não chegue até ele,
para que a voz do arrependido não chegue até ele,
medo do convertido, orações por salvação.
Que a grama sussurre,
junto ao arbusto espinhoso,
que o caminho até ele seja intransponível, íngreme.
Ninguém deve chegar, até o amigo querido,
e quando voltar, que apague a trilha.
Ninguém deve chegar, até o amigo querido,
e quando voltar, que apague a trilha.

Composição: