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Blajinii

Ashaena

Blajinii

Bendis mareata din cer ma priveste acum,
Umbre si izvoare urzesc cale de fum
Ostroavele Albe ma asteapta tihnite
Ape-nvolburate, stihii negraite.

Ale Sambetei unde intunecate strabat,
Vami am platit cu al meu suflet curat;
Blajini de-al meu neam, intalni-voi curand
Am fost si vom fi nascuti din pamant.

Sfanta ne este vatra, strabuna ne e firea
In Insulele Albe ne petrecem nemurirea;
Suflete de lumina, opaite-n amurg,
Soapte purtate de ape, neguri ce se scurg.

Zeita se-oglindeste in noian navalnic de ape
Zamolxe din bolta priveste, zorii is pe-aproape
Iar cand ale soarelui raze, polei-vor apa statuta
In cugetul vostru aievea pastra-vom veghe tacuta.

Blajinii

Bendis mareata do céu me observa agora,
Sombras e fontes tecem um caminho de fumaça.
As Ilhas Brancas me aguardam tranquilas,
Águas revoltas, tempestades escuras.

Na Terra das Sombras, onde a escuridão se espalha,
Paguei a passagem com minha alma pura;
Blajinii do meu povo, logo os encontrarei,
Fomos e seremos nascidos da terra.

Sagrada é nossa casa, ancestral é nossa essência,
Nas Ilhas Brancas celebramos a imortalidade;
Almas de luz, apagadas no crepúsculo,
Sussurros levados pelas águas, névoas que se esvaem.

A deusa se reflete em um turbilhão de águas,
Zamolxe do céu observa, a aurora está próxima;
E quando os raios do sol, iluminarem a água parada,
Em vossos pensamentos, guardaremos a vigilância silenciosa.

Composição: