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A Força Incorruptível de Ogum

Astrikos Katoikos

Ogum Yê!
Saravá Ogum!

Não foi o ferro que o forjou
Foi o fogo que sonhou o seu nome
Entre rios e serras, o tempo chamou
E o infinito respondeu com fome

O senhor cruzou batalhas sem fim
Mas nenhuma venceu seu destino
Levou nos olhos a luz do caminho
E no peito guardou o divino

Ogum, senhor da alvorada
Espada que abre a jornada
Seu passo corta o impossível
E sua força é incorruptível

Há sangue que seca nas pedras
Mas flores nas trilhas vencidas
O senhor transformou dor em estrada
E esperança das feridas

Ninguém entende sua calma
Nem o instante em que o campo para
O senhor contempla o horizonte
E o vento se declara

Ogum, senhor da alvorada
Espada que abre a jornada
Seu passo corta o impossível
E sua força é incorruptível

Um dia, a guerra parou dentro do senhor
E o ferro aprendeu a rezar
A terra chamou de volta sua forma
E o fogo pediu para descansar

Agora o senhor é rumor de manhã
Quando o sol se prepara em segredo
É a lembrança de que o mundo avança
Mesmo quando caminha com medo

Ogum, senhor da alvorada
Espada que abre a jornada
Seu passo corta o impossível
E sua força é incorruptível

Pai do caminho e do coração
Ogum, raiz da superação

Não foi o ferro que o forjou
Foi o fogo que sonhou o seu nome
Entre rios e serras, o tempo chamou
E o infinito respondeu com fome

O senhor cruzou batalhas sem fim
Mas nenhuma venceu seu destino
Levou nos olhos a luz do caminho
E no peito guardou o divino

Ogum, senhor da alvorada
Espada que abre a jornada
Seu passo corta o impossível
E sua força é incorruptível

Composição: Astrikos Katoikos