Nenhum destino nasce por acaso
Nem cada impulso possui igual valor
Há um desenho antigo em cada passo
Mais vasto que o júbilo ou que a dor
A carne pede o breve e o transitório
O íntimo conhece outra extensão
Aquilo que perdura é um território
Jamais sujeito à fácil sedução
Mil rostos vivem sob a mesma fronte
Infinitos mundos pedem rara unidade
Quando interrompe o tumulto do horizonte
Surge o centro lúcido da totalidade
Toda estrela conhece sua medida
Nenhuma deseja o curso alheio
Há um arcano secreto sobre a vida
Que torna pleno o próprio anseio
Na derradeira vontade não há majestade
Nada se alcança com fé ou gratidão
Ali só permanece a extrema claridade
Da mais profunda inclinação
O fraco teme a própria natureza
Reveste-se das vestes da multidão
Há quem prefira a antiga fortaleza
Dos grilhões construídos pela razão
Mas cada ser possui correta determinação
Singular cadência, raro esplendor
Quando desata a secular fragmentação
Já nenhum jugo conhece seu vigor
Nem todo impulso merece obediência
Veja, raros sonhos alcançam alguma realidade
Existe um fogo oculto na consciência
Que lentamente lapida a identidade
Há um reino anterior às aparências
Onde o disperso torna-se unidade
Suas múltiplas e antigas influências
Convergem para a mesma potencialidade
Toda estrela conhece sua medida
Nenhuma deseja o curso alheio
Há um arcano secreto sobre a vida
Que torna pleno o próprio anseio
Na derradeira vontade não há majestade
Nada se alcança com fé ou gratidão
Ali só permanece a extrema claridade
Da mais profunda inclinação
Aquilo que sempre foi a verdade
Jamais conhece outra direção
O universo preserva, em cada paisagem
A assinatura dessa sublime informação
Toda estrela conhece sua medida
Nenhuma deseja o curso alheio
Há um arcano secreto sobre a vida
Que torna pleno o próprio anseio
Na derradeira vontade não há majestade
Nada se alcança com fé ou gratidão
Ali só permanece a extrema claridade
Da mais profunda inclinação