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A Viagem de Aurenys

Astrikos Katoikos

Aurenys partiu numa aventura
Alcíone ficou no céu natal
Levava nos seus olhos a procura
Do que existia além do seu quintal

Passou pelas Híades, fascinada
Centenas de astros povoavam a visão
Aldebarã, de luz alaranjada
Marcava em fogo aquela direção

Órion surgiu na vastidão profunda
Rigel brilhava azul, quase cortante
Betelgeuse, colossal e moribunda
Marcava em rubro o campo mais distante

Em M42, berçário incandescente
Novos sistemas começavam a nascer
Aurenys contemplava, sorridente
O que nenhum viajante poderia prever

Das Plêiades a Sirius, sua jornada
Seguia por sistemas luminosos
A descoberta valia mais que a chegada
Revelando fenômenos assombrosos

Nenhum destino bastava à viajante
Pois conhecer era sua vocação
Um novo fenômeno surgia mais adiante
Mudando novamente a direção

Depois de Órion, viu um mundo errante
Vagando havia eras, solitário
No gelo, um oceano cintilante
Guardava um ecossistema extraordinário

Mais longe, dois sóis iluminavam
Oceanos num céu violeta
Seres luminosos navegavam
Nas águas profundas daquele planeta

Um pulsar repetia sua cadência
Vestígio de uma estrela consumida
Aurenys acompanhou sua frequência
Como um relógio cósmico na partida

Sirius surgiu branca na chegada
Sirius B seguia em companhia
Aurenys viu a dupla iluminada
E sorriu diante do que descobria

Das Plêiades a Sirius, sua jornada
Seguia por sistemas luminosos
A descoberta valia mais que a chegada
Revelando fenômenos assombrosos

Nenhum destino bastava à viajante
Pois conhecer era sua vocação
Um novo fenômeno surgia mais adiante
Mudando novamente a direção

Composição: Marcelo Ribeiro Dantas