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Desejo Homicida

Astrikos Katoikos

Você encosta no mundo como quem já desistiu
E ri baixo do que em você mesmo se partiu
Há um gosto de hemoglobina no que você imagina
Um punhal que na mente se afina

Você anda pela casa falando sozinho sem se atinar
E cada objeto parece saber o que você tem a afirmar
As paredes te devolvem versões que você não quer esconder
E um desejo inominável começa a se conceber

Você pensa em nomes, horários, um modo de realizar
E o mundo vira projeto que você tenta fechar
Mas no fundo há uma mágoa mais densa que qualquer ação
Uma vertigem sem forma roçando sua decisão

Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar

Eu vou repetir a você

Você encosta no mundo como quem já desistiu
E ri baixo do que em você mesmo se partiu
Há um gosto de hemoglobina no que você imagina
Um punhal que na mente se afina

Você anda pela casa falando sozinho sem se atinar
E cada objeto parece saber o que você tem a afirmar
As paredes te devolvem versões que você não quer esconder
E um desejo inominável começa a se conceber

Você pensa em nomes, horários, um modo de realizar
E o mundo vira projeto que você tenta fechar
Mas no fundo há uma mágoa mais densa que qualquer ação
Uma vertigem sem forma roçando sua decisão

Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar

Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar

Composição: Astrikos Katoikos