Você encosta no mundo como quem já desistiu
E ri baixo do que em você mesmo se partiu
Há um gosto de hemoglobina no que você imagina
Um punhal que na mente se afina
Você anda pela casa falando sozinho sem se atinar
E cada objeto parece saber o que você tem a afirmar
As paredes te devolvem versões que você não quer esconder
E um desejo inominável começa a se conceber
Você pensa em nomes, horários, um modo de realizar
E o mundo vira projeto que você tenta fechar
Mas no fundo há uma mágoa mais densa que qualquer ação
Uma vertigem sem forma roçando sua decisão
Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar
Eu vou repetir a você
Você encosta no mundo como quem já desistiu
E ri baixo do que em você mesmo se partiu
Há um gosto de hemoglobina no que você imagina
Um punhal que na mente se afina
Você anda pela casa falando sozinho sem se atinar
E cada objeto parece saber o que você tem a afirmar
As paredes te devolvem versões que você não quer esconder
E um desejo inominável começa a se conceber
Você pensa em nomes, horários, um modo de realizar
E o mundo vira projeto que você tenta fechar
Mas no fundo há uma mágoa mais densa que qualquer ação
Uma vertigem sem forma roçando sua decisão
Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar
Você hoje quer mandar alguém pro cemitério!
Ô, ô, ô, ô
Você chama de impulso o que cresce em você
Mas é um labirinto que você não quer ver
Você pensa em vingança pra enfim descansar
Mas é a você mesmo que você precisa enfrentar