
Os Mortos Caminham
Astrikos Katoikos
O Inferno cheio com o guichê travado
Todas senhas vencidas, balcão em pane
Carimbo na testa, lote rejeitado
E o mundo recebe esse enxame
Almas penadas, espíritos condenados
Correntes com chumbo em canelas, presas
Contratos antigos com prazos estourados
E as cidades viram chacinas grotescas
Os mortos caminham pelas ruas
Gargantas abertas, meninges escorrem
Corpos desmontam, coveiros socorrem
Chuva de carnes cobre a avenida
E o enxame brinda a queda da vida
A Primeira cidadela vira vitrine
Multidão some, vira recheio
O doido aplaude, antes que uma sombra o fulmine
E logo vira carne moída no meio
Na praça, os velhinhos temperam o prato
Sangue quente vira molho fino
Câmera grava todo ato ingrato
Enquanto a Terra entrega o seu destino
Os mortos caminham pelas ruas
Gargantas abertas, meninges escorrem
Corpos desmontam, coveiros socorrem
Chuva de carnes cobre a avenida
E o enxame brinda a queda da vida
Sirenes falham, ruído na via
Passos escapam, ossada fria
Velas derretem na correria
E a madrugada absorve a própria orgia
Fim da catástrofe, sobra o cenário
Ossos no concreto gasto e velho
Portão fechado, memorial ordinário
E a terra assume o próprio inferno
Os mortos caminham pelas ruas
Gargantas abertas, meninges escorrem
Corpos desmontam, coveiros socorrem
Chuva de carnes cobre a avenida
E o enxame brinda a queda da vida
Os mortos caminham pelas ruas
Gargantas abertas, meninges escorrem
Corpos desmontam, coveiros socorrem
Chuva de carnes cobre a avenida
E o enxame brinda a queda da vida



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Astrikos Katoikos e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: