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Pazuzu

Astrikos Katoikos

Naquela mansão úmida o ar se adensou
Um cheiro pútrido o ambiente tomou
Paredes gélidas, cal em decomposição
Um foco semi-invisível corroendo a razão

No morador um tremor iniciou
Sinapse convulsa a rotina alterou
O batimento irregular, a fala em tremor
E algo malígno assumindo o horror

Filamentos psíquicos tomaram o sistema
Invadindo a mente qual vermes sem dilema
Pensamentos alheios em ato maldoso
Anulam o eu num processo insidioso

Naquela massa orgânica o domínio se faz
No núcleo psíquico a possessão se traz
Na boca tomada outra mente vem falar
No fundo do crânio algo começa a crescer
O dono do corpo já não pode voltar
E a coisa que assume não vai se conter

É Pazuzu
É Pazuzu

Naquela massa orgânica o domínio se faz
No núcleo psíquico a possessão se traz
Na boca tomada outra mente vem falar
No fundo do crânio algo começa a crescer
O dono do corpo já não pode voltar
E a coisa que assume não vai se conter

É Pazuzu
É Pazuzu

A carne reage em espasmo profundo
A mandíbula travada em ranger moribundo
Bílis escurecida lhe colore a dicção
E a pupila dilatada, sem direção

Com humor precário o exorcista chegou
Com fórmulas mortas que o tempo gastou
Orações frágeis de efeito fugaz
Diante da força que habita mordaz

O corpo já não responde ao comando
Há outra matriz no controle, dominando
O nome sagrado não liberta da prisão
E a voz que responde não pede absolvição

Naquela massa orgânica o domínio se faz
No núcleo psíquico a possessão se traz
Na boca tomada outra mente vem falar
No fundo do crânio algo começa a crescer
O dono do corpo já não pode voltar
E a coisa que assume não vai se conter

É Pazuzu
É Pazuzu

Ao fim do processo só a matéria restou
Um invólucro inerte que a vida deixou
Mas algo persiste no campo ambiental
Um resíduo ativo de intenção letal

Naquela massa orgânica o domínio se faz
No núcleo psíquico a possessão se traz
Na boca tomada outra mente vem falar
No fundo do crânio algo começa a crescer
O dono do corpo já não pode voltar
E a coisa que assume não vai se conter

É Pazuzu
É Pazuzu

Naquela massa orgânica o domínio se faz
No núcleo psíquico a possessão se traz
Na boca tomada outra mente vem falar
No fundo do crânio algo começa a crescer
O dono do corpo já não pode voltar
E a coisa que assume não vai se conter

É Pazuzu
É Pazuzu

Composição: Astrikos Katoikos