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Huinca - Onal (ladrão branco)

Atahualpa Yupanqui

Huinca - Onal (blanco Ladrón)

(Canción araucana)

A la orilla del Toltem
Tras tupido matorral
Con donairoso vaivén
Lava la india, su chamal.

Se endereza, se despeja
Levanta su frente al sol
Y lanza al aire su queja
A manera de canción.
Huinca, tregua.
Huinca, pillo.
Me quitaste mi potrillo,
Mi casa, vaca; y ternero.
Huinca, tregua...
Huinca, pillo.

Pero su canto no es canto
Ni alegrías que no goza.
Es su pena es su quebranto
Es su dolor que reboza

No hay nipoñe, no hay almulque
No hay ruca no hay alchaqual.
Grita la india y refriega
Su tosco y burdo sayal.

Me quitaste mi potrillo
Mi casa , vaca y ternero.
¡Huinca tregua!
¡Huinca. Pillo!

Huinca - Onal (ladrão branco)

(Canção araucana)

À beira do Toltem
Atrás de um denso matagal
Com um vaivém elegante
A índia lava seu chamal.

Se endireita, se clareia
Levanta a frente pro sol
E solta no ar sua queixa
Como se fosse uma canção.
Huinca, trégua.
Huinca, pilantra.
Você me tirou meu potro,
Minha casa, vaca; e bezerro.
Huinca, trégua...
Huinca, pilantra.

Mas seu canto não é canto
Nem alegrias que não sente.
É sua dor, é seu quebranto
É sua tristeza que transborda.

Não há nipoñe, não há almulque
Não há ruca, não há alchaqual.
Grita a índia e se agita
Seu tosco e rude sayal.

Você me tirou meu potro
Minha casa, vaca e bezerro.
¡Huinca, trégua!
¡Huinca, pilantra!

Composição: