Trabajo, Quiero Trabajo
(Canción)
Cruzando los salitrales
uno se muere de sed.
Aquello es puro desierto
Y allí no hay nada que hacer.
Trabajo, quiero trabajo
Porque esto no puede ser
Un día veré al desierto
Convertido en un vergel.
El río es puro paisaje,
Lejos sus aguas se van,
Pero mis campos se queman
Sin acequias ni canal.
Trabajo, quiero trabajo,
Porque esto no puede ser,
Un día veré a mi campo
Convertido en un vergel.
Las entrañas de la tierra
Va el minero á revolver.
Saca tesoros ajenos
Y muere de hambre después.
Trabajo, quiero trabajo
Porque esto no puede ser.
No quiero que nadie pase
Las penas que yo pasé.
Despacito, paisanito,
Despacito y tenga fe,
Que en la noche del minero
Ya comienza á amanecer.
Trabajo, quiero trabajo,
Porque esto no puede ser.
Trabalho, Quero Trabalho
(Canção)
Cruzando os salitrales
Um se morre de sede.
Aquilo é puro deserto
E lá não tem nada pra fazer.
Trabalho, quero trabalho
Porque isso não pode ser
Um dia vou ver o deserto
Virar um pomar.
O rio é só paisagem,
Longe suas águas vão,
Mas meus campos estão queimando
Sem irrigação nem canal.
Trabalho, quero trabalho,
Porque isso não pode ser,
Um dia vou ver meu campo
Virar um pomar.
As entranhas da terra
O mineiro vai revirar.
Tira tesouros dos outros
E depois morre de fome.
Trabalho, quero trabalho
Porque isso não pode ser.
Não quero que ninguém passe
As dores que eu passei.
Devagar, meu amigo,
Devagar e tenha fé,
Que na noite do mineiro
Já começa a amanhecer.
Trabalho, quero trabalho,
Porque isso não pode ser.
Composição: Atahualpa Yupanqui