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Catador (karmagedon)

Attaque 77

Cartonero (karmagedon)

En la mañana desayuno las dudas que sobran de la noche anterior
Luego salgo a ganarme la vida temprano, haga frío o calor
Porque no hay tiempo de amargarse ni llorar por un pasar mejor
La prioridad es el plato en la mesa y como sea hay que ganárselo

Entonces veo que la cosa se pone muy brava y cada día mas
si mi esposa va tirando del carro conmigo, juntos a la par
y como no hay un peso para mandar a los chicos a estudiar
también los llevamos a cartonear
¿Sino con quien los vamos a dejar?

En la calle yo me recibí en el arte de sobrevivir
revolviendo basura juntando lo que este sistema dejo para mi
y a los que manejan el país, a esa gente le quiero decir
les propongo se cambien de lado un momento
y a ver si se bancan vivir mi vida de cartonero.

Que paradoja que teniendo motivos de sobra para ir a robar
Al delito yo lo esquivo inventando trabajo en donde no hay
y encima de rebote soy la alternativa ecológica
reciclando lo que todos tiran los desechos de la sociedad.

Entonces veo a esa gente que tiene de sobra y siempre quiere mas
con sus autos se llevan el mundo por delante hablando por celular
y que teniendo asegurado el porvenir no paran de robar
a esos señores les quiero gritar
¿Que es lo que esta pasando por acá?

Porque en la calle yo me recibí en el arte de sobrevivir
revolviendo basura juntando lo que este sistema dejo para mi
y a los que manejan el país, a esa gente le quiero decir
les propongo se cambien de lado un momento
y a ver si se bancan vivir mi vida de cartonero.

Catador (karmagedon)

De manhã eu como as dúvidas que sobraram da noite passada
Depois saio pra ganhar a vida cedo, faça frio ou calor
Porque não há tempo pra amargura nem pra chorar por um futuro melhor
A prioridade é o prato na mesa e de qualquer jeito tem que se ganhar

Então vejo que a situação tá ficando bem brava e a cada dia mais
Se minha esposa tá puxando o carro comigo, juntos lado a lado
E como não tem um centavo pra mandar as crianças estudarem
A gente também leva eles pra catá-lo
Se não, com quem vamos deixá-los?

Na rua eu me formei na arte de sobreviver
Revirando lixo, juntando o que esse sistema deixou pra mim
E pra quem comanda o país, a essa gente eu quero dizer
Eu proponho que mudem de lado por um momento
E ver se conseguem aguentar viver minha vida de catador.

Que paradoxo, tendo motivos de sobra pra ir roubar
Eu fujo do crime inventando trabalho onde não há
E ainda por cima, sou a alternativa ecológica
Reciclando o que todos jogam fora, os resíduos da sociedade.

Então vejo essa gente que tem de sobra e sempre quer mais
Com seus carros, atropelam o mundo falando no celular
E que, tendo o futuro garantido, não param de roubar
A esses senhores eu quero gritar
O que tá acontecendo por aqui?

Porque na rua eu me formei na arte de sobreviver
Revirando lixo, juntando o que esse sistema deixou pra mim
E pra quem comanda o país, a essa gente eu quero dizer
Eu proponho que mudem de lado por um momento
E ver se conseguem aguentar viver minha vida de catador.

Composição: