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Não Esqueça Que Uma Vez Você Foi Sol

Augusto Blanca

No Olvides Que Una Vez Tu Fuiste Sol

No olvides que una vez tú fuiste Sol
No olvides ni la tapia ni el laurel
No dejes de asombrarte al asistir
A un nuevo nacimiento en tu jardín

No pierdas una ventana
No entregues tus mañanas
De aguaceros y juegos
Ni desentierres tesoros, viejos

No ocultes lo que ayer se te ofreció
No escondas ni la pena ni el dolor
No dejes que una nube diga adiós

No saltes en pedazos
No asustes tu diamante
No entregues tu perfecto amanecer
Ni tus estrellas, ni tu arena, ni tu mar
Ni tu incansable caminar
Vete de nuevo hasta el arroyo
Donde está tu mejor canto

Y ve, calmale la sed a tus enormes prados
No permitas que se pierda tu cosecha
Hoy que hasta la lluvia fiel no te ha escuchado
Y busca tu raíz

Y dale la caricia a la que siempre espera
La única manera de hacerla que vuelva
A ofrecerte frutos hasta en el invierno
Y no olvides que una vez, tú fuiste Sol

Y ve, desata esos diques de corrientes presas
Dejate llevar y vuelve a ser jinete
Baja hasta tus valles de palomas sueltas
Que este es tu país

Donde están tus riendas
Donde está tu espuma
Donde abandonaste tu camino entonces
Donde naufragaste haz nacer mil rosas
Y no olvides que una vez tú fuiste Sol

Não Esqueça Que Uma Vez Você Foi Sol

Não esqueça que uma vez você foi Sol
Não esqueça nem da parede nem do louro
Não pare de se surpreender ao assistir
A um novo nascimento no seu jardim

Não perca uma janela
Não entregue suas manhãs
De chuvas e brincadeiras
Nem desenterre tesouros, antigos

Não esconda o que ontem te foi oferecido
Não esconda nem a tristeza nem a dor
Não deixe que uma nuvem diga adeus

Não se despedaçe
Não assuste seu diamante
Não entregue seu amanhecer perfeito
Nem suas estrelas, nem sua areia, nem seu mar
Nem seu incansável caminhar
Vá de novo até o riacho
Onde está seu melhor canto

E vá, mate a sede dos seus enormes prados
Não permita que sua colheita se perca
Hoje que até a chuva fiel não te ouviu
E busque sua raiz

E dê carinho a quem sempre espera
A única maneira de fazê-la voltar
A te oferecer frutos até no inverno
E não esqueça que uma vez, você foi Sol

E vá, desate essas barragens de correntes presas
Deixe-se levar e volte a ser cavaleiro
Desça até seus vales de pombas soltas
Que este é seu país

Onde estão suas rédeas
Onde está sua espuma
Onde você abandonou seu caminho então
Onde naufragou, faça nascer mil rosas
E não esqueça que uma vez você foi Sol

Composição: Augusto Blanca