The Rape
Merry, you may be.
For I am the flesh in your tounge.
Create to yourself, images of these
glass-eyed figures,
and expose to me, your skin -
whorish as ever.
They speak to me, your pores, your veins,
in a rush of melancholy.
In a stream of misantrophy.
Remove the carpet, so I may be
united with the shades of these.
Blind my eyes,
still I will see - presence, visuality.
I grant you my pale hands,
still I will feel - shape, contoures.
Please leave.
In me you wont find any pity,
as the dog that howls for the light in my eyes -
the stench or your nakedness, no smell for a mourner like me.
So, please leave.
In here you wonãt find any pity.
Tour kisses were as hell itself.
Be silent, for I am the flesh in your tounge.
Only I can wear vast costumes of time, and still be present.
So, hereby I rape thee.
A Violação
Alegre, você pode estar.
Pois eu sou a carne na sua língua.
Crie para si mesmo, imagens desses
figuras de olhos de vidro,
e exponha para mim, sua pele -
prostituta como sempre.
Elas falam comigo, seus poros, suas veias,
um turbilhão de melancolia.
Em um fluxo de misantropia.
Remova o tapete, para que eu possa estar
unido com as sombras destes.
Cegue meus olhos,
mesmo assim eu verei - presença, visualidade.
Eu te dou minhas mãos pálidas,
mesmo assim eu sentirei - forma, contornos.
Por favor, vá embora.
Em mim você não encontrará nenhuma compaixão,
como o cachorro que uiva pela luz nos meus olhos -
a podridão da sua nudez, nenhum cheiro para um luto como eu.
Então, por favor, vá embora.
Aqui você não encontrará nenhuma compaixão.
Seus beijos eram como o próprio inferno.
Fique em silêncio, pois eu sou a carne na sua língua.
Só eu posso vestir vastos trajes do tempo, e ainda estar presente.
Então, aqui eu te violento.