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Sonhos de Fuga

Auravóris

O poeta observa a luz que cintila
Caindo do céu como um sopro que guia
Traz um calor que não sabe explicar
Como se algo viesse, pra nos despertar

Um pressentimento atravessa o ar
Como um eco antigo querendo voltar

E ele sente, algo se aproximar
Além do mundo, além do olhar

Eles vêm, cruzando o céu
Buscadores além do véu
Trazem mundos dentro de si
E um novo começo pra existir

Eles vêm, pra nos levar
Pra onde a alma pode voar
E o que aqui se perdeu
Renascido, floresceu

Em suas naves, além do que é humano
Seres de planos que não alcançamos
Olhos que veem o que não sabemos
Lares que um dia reconheceremos

Chamam os que ainda podem ouvir
Pra outras formas de existir

Adormecem em uma, e despertam em outra vida
Brincam leves numa infância colorida
Crescem livres, sem saber o porquê
Amam, perdem, só pra aprender

E então retornam, ao ponto inicial
Pra seguir além, do ciclo final

Eles vêm, cruzando o céu
Buscadores além do véu
Trazem mundos dentro de si
E um novo começo pra existir

E então o poeta vê alguém surgir
Um viajante que veio de longe dali
Com olhos calmos e um sorriso sereno
Como quem já viu o começo e o fim do tempo

E em sua voz havia verdade
Como um sussurro da eternidade

Em breve vocês vão compreender
Que não nasceram só pra viver
Mas pra voar, além do chão
Como asas feitas de transformação

Nós iremos, cruzar o céu
Romper tudo que nos prendeu
E em asas leves de luz e cor
Seremos livres, enfim, sem dor

E no fim
Vamos voar
Como borboletas

Composição: Auravóris