Nod Krai
A luna, cara cantica, ne me in atra dedas
Aves, ex urbe aurea, ferte indicia mea
Aves, ferte cantam cara, ut lugeam et fata mala
Num in immudorum terra, clavus ille adhuc claudit pia
Quando tandem carebimus tanta miseria
Quom patria vastata nune iacet sub urticis
Ubi es, benigna domina
Cur non mittis lucem almam tuam
Ecce, terra infelix atra, veritas contra falsa nequit
Luna domina, quo adduces
Pergemus quocumque adduces
Potius nox tegat lumina, quam in falsa luce esse
Carmen triste nos non canimus
Etsi flentes pro nostrorum malo
Sed non lacrima tollit dura
Patria somno non potest reddi
Illa vincta fuit pressa
Tecta aurea voravit flamma
Sed renascetur rursum
Redibit nos larem ducet spe
(Cur) aerumnosae?
(Cui) aerumnosae?
Cur lacrimosae?
Cui lacrimosae?
Luna, claras terras lustra (assurge, o luna, etsi tantum manent dura)
Sicut aves per umbras vola (corda nostra premunt obscura, pudorque manet)
Et unda vasta foeda purga (sed luna ascendet, nec corda peribunt una)
Pro turba fida spem crastinam serva (audies fremitus undae, postea venient gaudia)
A luna nova, surgat luna pura casta
Fugio aerumnam, tecum nulla fleta
Sub luna rursus fiet clara terra
Canto da Lua
A lua, cara canção, me atrai de volta
Pássaros, da cidade dourada, tragam meu recado
Pássaros, tragam a canção querida, para eu chorar e lamentar
Num lugar imundo, aquele cravo ainda fecha o sagrado
Quando finalmente vamos nos livrar de tanta miséria
Quando a pátria devastada agora jaz sob as urtigas
Onde estás, gentil senhora
Por que não mandas tua luz acolhedora
Eis, a terra infeliz e sombria, a verdade não pode vencer a mentira
Ó lua, para onde nos levarás
Seguiremos aonde quer que nos conduza
Melhor que a noite cubra as luzes, do que estar na falsa luz
Cantar triste não é o que fazemos
Mesmo chorando por nosso mal
Mas não é a lágrima que remove o peso
A pátria não pode ser devolvida ao sono
Ela foi presa e esmagada
As chamas devoraram o ouro
Mas renascerá novamente
Voltará a nos guiar com esperança
(Por que) tão cheia de aflições?
(Para quem) tão cheia de aflições?
Por que tão cheia de lágrimas?
(Para quem) tão cheia de lágrimas?
Ó lua, clareia as terras (surgi, ó lua, mesmo que só durem as dores)
Como pássaros, voe pelas sombras (nossos corações são pressionados pela escuridão, a vergonha permanece)
E a vasta onda feia purifique (mas a lua se levantará, e os corações não perecerão juntos)
Para a multidão fiel, guarda a esperança do amanhã (ouvirás o rugido da onda, depois virão as alegrias)
Ó lua nova, surja a lua pura e casta
Fugindo da aflição, contigo não há lamentos
Sob a lua, a terra se tornará clara novamente