Invisible
Si yo tuviera
El aro de Giges
Y le pidiera
Desaparecer
Solo lo haría
Para camuflarme
De algunos espías
Que no quiero ver
Nunca sería
Para sorprenderte
Bebiendo de otras ambrosías
Me excita más la alevosía
Brutal de no verte
Cuándo no eres mía
Ay, si pudiera ser
Si pudiera ser
Invisible
Invisible amor
Si me tomara
La mezcla de Griffin
Y me esfumara
Para no volver
Solo lo haría
Para liberarme
De mi biografía
Sin dejar de ser
E intentaría
Que mi transparencia
Fundiese
Con tu anatomía
Y ya entrados en herejías
Tu concupiscencia
Me reencarnaría
Si fuera el gato
Burlón de Cheshire
Haría un trato
Con mi creador
No sonreiría
Jamás si consigue
Que Alicia sonría
Entre tanto horror
Entregaría
Al rey mi cabeza
Incluso mi cuerpo invisible
Si a cambio no fuera posible
Jamás tu tristeza
Tu melancolía
Invisível
Se eu tivesse
O anel de Giges
E pedisse
Pra desaparecer
Só faria isso
Pra me camuflar
De alguns espiões
Que não quero ver
Nunca seria
Pra te surpreender
Bebendo de outras ambrosias
Me excita mais a traição
Brutal de não te ver
Quando não és minha
Ai, se eu pudesse ser
Se eu pudesse ser
Invisível
Invisível amor
Se eu tomasse
A mistura de Griffin
E me esfumasse
Pra não voltar
Só faria isso
Pra me libertar
Da minha biografia
Sem deixar de ser
E tentaria
Que minha transparência
Se fundisse
Com tua anatomia
E já entrados em heresias
Teu desejo
Me reencarnaria
Se eu fosse o gato
Zombeteiro de Cheshire
Faria um trato
Com meu criador
Não sorriria
Jamais se conseguisse
Que Alice sorrisse
Entre tanto horror
Entregaria
Ao rei minha cabeça
Inclusive meu corpo invisível
Se a troca não fosse possível
Jamais tua tristeza
Tua melancolia
Composição: Luis Eduardo Aute