395px

Tempo ao Tempo

Luis Eduardo Aute

Tiempo Al Tiempo

No quiero que el tiempo
Vaya marcando el paso del verso que me estalla
No necesita el aire ningún diapasón
Mi voz es el viento
No quiero y no creo
Que el tiempo solicite la luz cada mañana
Qie las estrellas salgan al anochecer
Pues las llevo dentro
No, no voy a hacerlo más
Que cuando miro atrás
No veo nada
Y no es cuestión de concederle
Tiempo al tiempo, tiempo al tiempo

Si hay algo que es mío
Es este inexorable latido que me mide
Con balas diminutas en el corazón
Yo aprieto el gatillo
Para que dispare
Lo más pronto posible esa sed de sentimientos
Que quedó insatisfecha de tanto esperar
Ya no espera nadie

No, no voy a hacerlo más

Y a mí qué me importa
Que la prudencia exija que el tiempo se parcele
Para quemar etapas con moderación
Los años son horas
Después de la noche
No dejaré que vuelvan las horas a su sitio
La geografía deja de ser inmortal
El fuego es el orden

No, no voy a hacerlo más

Tempo ao Tempo

Não quero que o tempo
Vá marcando o passo do verso que me explode
Não precisa o ar de nenhum diapasão
Minha voz é o vento
Não quero e não acredito
Que o tempo peça a luz toda manhã
Que as estrelas apareçam ao anoitecer
Pois as levo dentro
Não, não vou fazer isso de novo
Que quando olho pra trás
Não vejo nada
E não é questão de dar
Tempo ao tempo, tempo ao tempo

Se tem algo que é meu
É esse latido inexorável que me mede
Com balas minúsculas no coração
Eu aperto o gatilho
Pra que dispare
O mais rápido possível essa sede de sentimentos
Que ficou insatisfeita de tanto esperar
Ninguém mais espera

Não, não vou fazer isso de novo

E pra mim, que importa
Que a prudência exija que o tempo se fraciona
Pra queimar etapas com moderação
Os anos são horas
Depois da noite
Não deixarei que as horas voltem ao seu lugar
A geografia deixa de ser imortal
O fogo é a ordem

Não, não vou fazer isso de novo

Composição: