Tu Sueño Eterno
Son infinitos los celos
Que me despierta la calma que te penetra
Y posee cuando yaces
Dormida
Tus labios veniales
Tus ojos mortales
Tu cuerpo desnudo, entero, abatido
Entregado a su merced
En ese momento
Cuando la belleza de la muerte
Mana de tu anatomía
Cada poro de tu piel, cada estigma
Me revela todos mis miembros
Uno a uno, y me invita a traspasarte
Como traspasa la luz el cristal purismo
Sin romperlo ni mancharlo
Para que nunca despiertes
Y así ser
Tu sueño eterno
Teu Sonho Eterno
São infinitos os ciúmes
Que a calma que te invade me desperta
E possui quando você está
Dormindo
Teus lábios sedutores
Teus olhos mortais
Teu corpo nu, inteiro, abatido
Entregue à sua mercê
Nesse momento
Quando a beleza da morte
Jorra da tua anatomia
Cada poro da tua pele, cada estigma
Me revela todos os meus membros
Um a um, e me convida a te atravessar
Como a luz atravessa o cristal puro
Sem quebrá-lo nem manchá-lo
Para que nunca acordes
E assim ser
Teu sonho eterno
Composição: Luis Eduardo Aute