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Eu não posso te deixar

Auxili

No Puc Deixar-te

No, no puc deixar-te,
formes ja part del meu desastre.
Sobreviu la lluerna a la terra subalterna,
veig l'horta cada matí il•luminar-se.

Enmig la plaça, el cor, travessant l'assagador.
Ací he aprés a desmuntar-me,
a no creuar més enllà de les vies,
de les línies on volia situar-te.

Les casualitats i un crit m'assalten de vesprada
i acabem esmorzant, a la matinada,
entre el silenci de les façanes
quan les veïnes no badallen.
Encara sonen les primeres campanades.
No puc deixar-te ara que ens hem mostrat les cartes,
m'encisa rebolcar-me a les teues entranyes.

Ací no em pariren, però ací estic, ací visc
orgullós i agraït de que em volgueres acollir.
Ací no em pariren, però ací estic, ací visc,
en quatre cantons el món, al califat no hi ha malsons.

I avui, avui em gite en tu,
per poder aparcar les solituds
i refer-me a esta menuda pàtria,
que a dies viu a mig camí de la desgràcia.

Torne a casa sol i el ciment ens vol
atrapar, ofegar a l'erm paisatge.
Haurem de fer més gran l'hort, més fort.
Subvertint, assaltant cada marge.

Sent maletes i xiquets retronant a la calçada,
banda sonora dels migdies de tornada
de poble a poble entre les andanes.
No puc fugir d'este miracle
que m'ha donat tantíssimes bones jugades.
No puc deixar-te ara que ens hem mostrat les cartes,
m'encisa rebolcar-me a les teues entranyes.

Ací no em pariren, però ací estic, ací visc
orgullós i agraït de que em volgueres acollir.
Ací no em pariren, però ací estic, ací visc,
en quatre cantons el món, al califat no hi ha malsons.

Eu não posso te deixar

Não, eu não posso te deixar,
já faz parte do meu desastre.
A clarabóia sobrevive na terra subalterna,
Eu vejo o jardim iluminar todas as manhãs.

No meio da praça, o coração, atravessando o assagador.
Aqui eu aprendi a desmontar,
não cruzar além dos trilhos,
das linhas onde eu queria te colocar.

Coincidências e um grito me assaltam à tarde
e acabamos tomando café da manhã,
entre o silêncio das fachadas
quando os vizinhos não bocejam.
Os primeiros sinos ainda estão tocando.
Não posso deixar você agora que mostramos as letras,
me encanta rolar em suas entranhas.

Eles não me deram nascimento aqui, mas aqui estou eu, aqui moro
orgulhoso e agradecido por você querer me receber.
Eles não me deram nascimento aqui, mas aqui estou eu, aqui moro,
em quatro cantos do mundo, no califado não há pesadelos.

E hoje, hoje eu minto em você,
ser capaz de estacionar a solidão
e se referem a esta pequena pátria,
que em dias vive na metade do infortúnio.

Ele chega em casa sozinho e o cimento nos quer
pegar, afogar-se na paisagem do deserto.
Teremos que tornar o jardim maior e mais forte.
Subvertendo, atacando todas as margens.

Malas de audição e crianças pulando na estrada,
trilha sonora de volta ao meio-dia
de vila em vila entre as plataformas.
Não consigo escapar desse milagre
o que me deu tantas boas jogadas.
Não posso deixar você agora que mostramos as letras,
me encanta rolar em suas entranhas.

Eles não me deram nascimento aqui, mas aqui estou eu, aqui moro
orgulhoso e agradecido por você querer me receber.
Eles não me deram nascimento aqui, mas aqui estou eu, aqui moro,
em quatro cantos do mundo, no califado não há pesadelos.

Composição: