Apologia Descarnarii
Apologia Descarnarii
Trupul meu lepros acum s-a detramat ca un fruct bolnav, ca un tipat frint; privesc oglinda implorindu-i mila, caci nu pot crede ceea ce vad.
Atent urmaresc epiderma rupta de cratere, in care singele imi fierbe. Exfolierea, ca dintr-o alta lume, pare ca dezgoleste nuante moarte, zone mlastinoase.
Cu privirea am surprins emanatii irizate, ma transform intr-un exuviu.
Am ajuns un cadavru sortit experientelor, sunt o hecatomba din care izvoraste suferinta, fecioara ce a eliminat violent murdaria femeii.
Am inceput sa pling si lacrimile imi ard sarat plagile, supurinde, sfisiate. imi musc din propriul trup si scuip oglinda, cu disperarea mea si o acopar, si nu vad.
Incerc sa recladesc statuia mea sfarimata, cindva din bronz. Sunt un infrint luptator pagin, ingenuncheat ca miticul Atlas, zdrobit in caderea continua, de foc.
Licarul de viata ce mi-a ramas se zbate zadarnic sa scape de sub ruina ce sunt, pe veci!
Apologia do Descarnado
Apologia do Descarnado
Meu corpo leproso agora se desmancha como uma fruta podre, como um grito quebrado; olho no espelho implorando por compaixão, pois não consigo acreditar no que vejo.
Acompanho atentamente a epiderme rasgada por crateras, onde meu sangue ferve. A descamação, como se viesse de outro mundo, parece expor tons mortos, áreas lamacentas.
Com meu olhar, capturei emanações iridescentes, me transformo em um exúvio.
Me tornei um cadáver destinado a experiências, sou uma hecatombe da qual jorra sofrimento, a virgem que eliminou violentamente a sujeira da mulher.
Comecei a chorar e as lágrimas queimam minhas feridas salgadas, supurantes, dilaceradas. Mordo meu próprio corpo e cuspo no espelho, com meu desespero e o cubro, e não vejo.
Tento reconstruir minha estátua despedaçada, que um dia foi de bronze. Sou um lutador derrotado, de joelhos como o mítico Atlas, esmagado na queda contínua, pelo fogo.
O resto da vida que me sobrou se debate em vão para escapar da ruína que sou, para sempre!