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Slobodo

Az de Copaz

É uma noite chata
Um vento frio exala
Algo ruim está vindo
Daquele cidadão

Sua voz me vende
Uma proposta nova
De mudar de vida
De seguir em frente

O plano é simples
Executar nem tanto
Se não der errado
Dessa vida eu vou fugir

Grande fazenda
Casa gigante
Promissor o bastante
Espero que conserte a perda

O mundo só me ataca
E é minha hora de atacar
Quero subir de vida
Mas o degrau não está lá
Eu sou sempre a presa
E é minha hora de caçar
Não quero mais
Ser feito de otário

Lentamente adentrando
Pela propriedade
Sem fazer barulho
Pra voltar vivo pra cidade

Eis que descobrimos
Uma parede falsa
Abrindo a porta encontramos
Algo que nunca pensávamos ver

Era tanto dinheiro
Tanta nota, difícil descrever
Era algo que pobres como eu
Só se via na TV

Pega tudo que pode
Coloca na carroça
Em silêncio nóis sai
E bem alto grita de felicidade

O mundo só me ataca
E é minha hora de atacar
Quero subir de vida
Mas o degrau não está lá
Eu sou sempre a presa
E é minha hora de caçar
Não quero mais
Ser feito de otário

Composição: Lucas Melsi Pezzini, Filipe Schlindwein da Silva