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Janelas

Aztecas Tupro

Ventanas

Donde estaba esa ventana por donde se puede ver la mañana
porque yo sigo en la misma casa y deje todo tal cual estaba
ahora estoy como desorientado, ensordecí y perdí el olfato
veo pero todo nublado y solamente me guía el tacto
voy tocando, voy tocando por todos lados
toco lo que me rodea, lo que se me pone enfrente y a mi costado
voy tocando canciones que había olvidado
pero no puedo escucharme para volver al pasado

QUE SUERTE QUE NO ENCUENTRO NADA
AUNQUE ESTE TODO TAL CUAL ESTABA
MIS MANOS ME VAN LLEVANDO
COMO LA MAR LLEVA A LOS BARCOS

Donde estaba esa ventana, miraba afuera pero me encerraba
ahora voy libre y estoy callado, gastar palabras no es nada sano
lo que aprendí lo llevo guardado y ya no son papeles arrugados
mira la suela de tus zapatos, crecer te duele pero no tanto

Janelas

Onde estava aquela janela por onde se vê a manhã
porque eu sigo na mesma casa e deixei tudo como estava
agora estou meio perdido, ensurdeci e perdi o olfato
vejo, mas tudo está nublado e só o tato me guia
vou tocando, vou tocando por todos os lados
toco o que me rodeia, o que aparece na minha frente e ao meu lado
vou tocando canções que havia esquecido
mas não consigo me ouvir para voltar ao passado

QUE SORTE QUE NÃO ENCONTRO NADA
MESMO ESTANDO TUDO COMO ESTAVA
MINHAS MÃOS ME LEVAM
COMO O MAR LEVA OS BARCOS

Onde estava aquela janela, olhava pra fora, mas me trancava
agora vou livre e estou em silêncio, gastar palavras não é nada saudável
o que aprendi eu guardo e já não são papéis amassados
olha a sola dos teus sapatos, crescer dói, mas não tanto

Composição: Aztecas Tupro