Calmatica
Estoy tan confundido, tan lento, hondo y turbio, tan tenue
que me apago. Mis ojos no se pueden enfocar y no lo han visto
todo, soy como un zomba rumbo a despertar.
Salven mi luz, tráguenme amargo así
como opio cobre derretido.
Que cuando sea día en mi valle
la belleza haré respetar.
Naufrago pero vivo, percibo un mundo adverso, los siento
discontinuo, bajo esta hipnosis creo coordinar un aire
nostalgioso, gano contacto con la realidad.
Salven mi luz, tráguenme amargo así
como opio cobre cera marrón.
Que cuando sea día en mi valle
la belleza haré respetar.
Hay lava en mi sistema, derrite las lagañas, he dormitado mucho,
fui acumulando el arte de ensoñar cargo un estigma agudo,
mes desvanezco a plena voluntad.
Salven mi luz, tráguenme amargo así como opio cobre cera
marrón. Que cuando sea día en mi valle la belleza haré respetar.
Calmatica
Estou tão confuso, tão lento, profundo e turvo, tão frágil
que estou me apagando. Meus olhos não conseguem focar e não viram
tudo, sou como um zumbi prestes a acordar.
Salvem minha luz, me façam engolir amargo assim
como ópio, cobre derretido.
Que quando amanhecer no meu vale
a beleza eu farei respeitar.
Naufrago, mas vivo, percebo um mundo hostil, os sinto
discontinuados, sob essa hipnose, acho que consigo coordenar um ar
nostálgico, ganho contato com a realidade.
Salvem minha luz, me façam engolir amargo assim
como ópio, cobre cera marrom.
Que quando amanhecer no meu vale
a beleza eu farei respeitar.
Tem lava no meu sistema, derrete as crostas, eu dormi demais,
fui acumulando a arte de sonhar, carrego um estigma agudo,
meses me desvaneço à plena vontade.
Salvem minha luz, me façam engolir amargo assim como ópio, cobre cera
marrom. Que quando amanhecer no meu vale a beleza eu farei respeitar.
Composição: A. Rodríguez / Diego Rodriguez