Fim de noite, o juízo pra lá de Bagdá
Cerveja no sangue, o corpo pedindo pra balançar
Me falaram de você, é a opção pra fechar
Mandei logo a real, não vim aqui pra conversar
Eu busco o contato da carne, nada sentimental
Sem enrolação, direto ao ponto final
A gente sumiu, o local foi escolhido
Pulamos as etapas, virou filme proibido
Não era amor, era só calor
Os de fora, foram pegos de surpresa
Não foi rápido, nem desgostoso
Ambos curtindo muito o próprio alvoroço
Gemidos altos de: Continua e quero mais
Alguém aparece fazendo sinal, como quem diz
Muito bem, meu rapaz
Você se distrai, algo nos faz parar
Uma faca cai, silêncio no ar
Você abaixa, recupera sua proteção
Agarra a bunda com a mão e retoma a posição
Eu não quero parar, você não quer parar
Relaxa, não vou colocar onde você não deixar
Não sou assim, se livra dessa faca
Esse lance só termina quando o dia clarear
Mas o clima pesou, o látex não aguentou
Era tanta pressão que a borracha até fritou
Parecia vencida, de tanto esquentar, colou
Caramba mulher, que dor você me causou
Tanto mexeu e rebolou que a pele assou
Eu gemendo de dor e tu me chamando pro ofurô?
Não pira, nêga, não é espetáculo de prazer
Eu sei que é grande, é grôsso, mas para, pra ver
Meu pau grudou no látex que tu me deu
Anda, se veste, vê se me esquece
O encanto morreu
O mundo gira, o destino é uma loucura
Outro dia, outro show, momento ternura
Senti uma mão na minha bunda
O corpo colou pra valer
Era ela de novo, dizendo: Hoje eu quero você