Znam Coveka
Znam coveka, stanovao je tu odmah iza,
mucila ga apstinentska kriza,
mucila ga danima.
On mi je rekao da se susreo sa samim Bogom.
Da je u grobu s jednom nogom,
da sa sobom ne prica.
Covek se mucio, covek je non-stop mislio na belo.
I ne zato sto mu se htelo,
morao je ponovo.
Imao je male zenke,
bledu facu, ruzno lice.
Patio je od hronicne
ne-ne-ne-nesanice.
Znam coveka, covek je pokusao da se skine.
Ali je tesko sa visine,
da se spustis bezbolno.
Jos mi je rekao da je sanjao neke vrane,
koje su graktale sa grane.
Koje su ga pljuvale.
Da je on gotov, da je samo pola ljudskog bica.
Da je jedan od slabica.
Od ulicnih kerova.
Imao je male zenke,
bledu facu, ruzno lice.
Patio je od hronicne
ne-ne-ne-nesanice.
Conheço um Homem
Conheço um homem, morava aqui logo atrás,
morrendo de abstinência,
morrendo há dias.
Ele me disse que encontrou Deus.
Que está no caixão com uma perna,
que não fala consigo mesmo.
O homem sofria, o homem só pensava na beleza.
E não porque ele queria,
mas porque tinha que ser.
Ele tinha umas garotas,
faca pálida, rosto feio.
Sofria de insônia crônica,
não-não-não conseguia dormir.
Conheço um homem, ele tentou se livrar.
Mas é difícil de uma altura,
se jogar sem dor.
Ele ainda me disse que sonhou com uns corvos,
que grasnavam do galho.
Que o estavam cuspindo.
Que ele estava acabado, que era só metade de um ser humano.
Que era um dos fracos.
Dos cães de rua.
Ele tinha umas garotas,
faca pálida, rosto feio.
Sofria de insônia crônica,
não-não-não conseguia dormir.